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BLOGUE 25 Dezembro, 2024 0 Comments

“Introducing Portugal | NATO Documentary | 1955”

De quando em vez, revejo o documentário da NATO “Introducing Portugal | The Atlantic Community Series | NATO Documentary | 1955”. É-nos apresentado como uma obra que combina a geografia, cultura, economia e o papel estratégico de Portugal dentro da Aliança Atlântica. Produzido em plena década de 50, é um retrato oficial que reflete não só a visão de Portugal como aliado ocidental, mas também “insinua” o esforço de projeção internacional de um regime que desejava ser reconhecido e respeitado no palco internacional.

Para um espectador de Castanheira de Pera, o filme ganha um significado especial ao incluir referências específicas e imagens de locais familiares. Por exemplo, ao minuto 5:45, surgem no nosso ecrã, o Santo António da Neve, local da então freguesia do Coentral Grande. Um sítio com história ligada ao armazenamento de neve, que servia Lisboa, e simbolizava o engenho e a resiliência das comunidades serranas desta região. Ver aqueles Poços de Neve em 1955, é um momento, é um testemunho visual de tradições profundamente enraizadas na Serra da Lousã, revelando um orgulho coletivo pela tenacidade e trabalho destas gentes.

Mais à frente, ao minuto 6:14, vemos a aldeia do Candal, a terra dos meus avós maternos, uma aldeia de xisto, a mais bonita aldeia de xisto incrustada na paisagem serrana. Aqui observamos um pequeno vislumbre do modo de vida rural, sublinhado pela simplicidade, autenticidade e a forte ligação à terra que caracteriza a região. Imagens que apelam à minha memória familiar e à minha continuidade e identidade enquanto pessoa e cidadão.

Rebanho na aldeia do Candal – Lousã (1955)

Apesar de todo o fascínio cultural e pitoresco, não posso ignorar que este documentário é também apresentado como uma peça de propaganda ao regime de Salazar. Filmado em plena vigência do Estado Novo, esta obra exalta a imagem de um país em harmonia, trabalhador e disciplinado, sem mencionar as restrições de liberdade e as desigualdades sociais que marcavam a realidade. Este tipo de produção audiovisual visava mostrar Portugal como um aliado forte e estável dentro da NATO, escondendo a repressão política e os limites impostos às vozes dissonantes da época. A narrativa construída é um reflexo de como o regime procurava projetar uma imagem controlada e idealizada no exterior, disfarçando-se de modernidade e estabilidade em pleno contexto de Guerra Fria. Ao mesmo tempo, onde estamos perante uma cápsula do tempo fascinante e repleta de detalhes históricos e culturais, estamos também a ver um “veículo” de propaganda que nos lembra da complexidade de interpretar o passado com uma visão crítica e informada. Tal combinação de beleza e controvérsia faz do documentário um material essencial para compreender as múltiplas camadas da história portuguesa e os desafios de conciliar memória e verdade.

Deixo a recomendação.

 

Veja o documentário de 1955 no youtube

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BLOGUE 20 Dezembro, 2024 0 Comments

Boas Festas e um Ano Novo de concretizações

É numa quietude de uma árvore coberta de neve, que encontrei um símbolo de resiliência e renovação. Tal como esta árvore desafia o inverno, que nela vejamos a sua força interior e nos inspire a abraçar os desafios e a celebrar as conquistas que o novo ano trará. Boas Festas!

Com amizade,
Jorge Nunes

 

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BLOGUE 13 Dezembro, 2024 0 Comments

ETPZP e o futuro do ensino profissional em Portugal

A Escola Tecnológica e Profissional da Zona do Pinhal (ETPZP) surgiu em Pedrógão Grande num contexto de transformação e adaptação às novas exigências tanto do sistema educativo português, como em resposta às mudanças sociais e económicas que marcaram o final da década de 80. Fundada em 1989, a ETPZP integrou-se no movimento nacional de valorização do ensino profissional, promovido pelo Ministério da Educação com o objetivo de preparar jovens para o mercado de trabalho e contribuir assim para o desenvolvimento das regiões onde se encontravam.

Como antigo estudante, de 1997 a 2000, pude observar que a ETPZP tinha uma notoriedade além da chamada Zona do Pinhal. Cativava estudantes de vários pontos do país, inclusive das ilhas. Professores com carreira empresarial, davam tarimba aos seus alunos na preparação para o “mundo” do trabalho. A criação da ETPZP representou também essa oportunidade de desenvolvimento e uma oportunidade de fixação de jovens na região, contrariando a tendência de migração para os grandes centros urbanos em busca de educação, mas principalmente de emprego. A ETPZP rapidamente tornou-se num centro de dinamização de Pedrógão Grande, promovendo parcerias com empresas, autarquias à volta entre outras entidades, e investindo em projetos de inovação pedagógica que integram ainda hoje tecnologias e práticas profissionais.

 

Mas, o que falhou e continua a falhar no ensino profissional em Portugal?

 

As escolas e o ensino profissional em Portugal enfrentam diversos desafios desde a sua criação, que limitaram o seu potencial em algumas áreas, isto apesar de desempenharem um papel fundamental na diversificação da oferta educativa e no combate ao abandono escolar. Foram vários os fatores que no entanto contribuíram para dificuldades do seu funcionamento e na concretização dos objetivos iniciais:

  • Estigma Social e Percepção de Menor Prestígio
    • Durante muitos anos, o ensino profissional foi visto e continua a ser como uma opção de segunda escolha, frequentemente associada a alunos com dificuldades no ensino regular. Este estigma desvalorizou as escolas tecnológicas e profissionais, afetando a sua capacidade de atrair estudantes motivados e de mudar a percepção pública sobre a qualidade da sua ofertas. Bem me recordo desse tempo e da existência deste estigma.
  • Falta de Articulação com o Mercado de Trabalho
    • Nalguns casos, os cursos oferecidos pelas escolas não estão suficientemente alinhados com as necessidades reais do nosso mercado de trabalho. O mercado é muito dinâmico ao contrário do processo de candidaturas a novos cursos que é muito burocrático. Isto devolve dificuldades de empregabilidade.
  • Recursos Insuficientes
    • Apesar de receberem apoio, muitas destas escolas enfrentam dificuldades financeiras. A evolução tecnológica leva rapidamente a falha recursos e equipamentos, mas acima de tudo na capacidade de atrair mais docentes e mais inovação.
  • Gestão e Fiscalização
    • Problemas relacionados com a gestão interna e mesmo casos pontuais de má gestão ou de foco excessivo no cumprimento de metas administrativas em vez da qualidade pedagógica vão contribuindo para a degradação da reputação de algumas instituições.
  • Desafios na Inclusão de Alunos
    • Embora o objetivo das escolas seja integrar alunos com diferentes perfis e interesses, muitas delas enfrentaram dificuldades em apoiar estudantes com necessidades educativas especiais ou em risco de abandono escolar, entre outros. Vão faltando estratégias eficazes para garantir o sucesso escolar e a integração social destes alunos. Um desafio não apenas do ensino profissional.
  • Falta de Reconhecimento no Ensino Superior
    • A ideia de que o Ensino Profissional é um “caminho sem saída”. Desde sempre, e, é mais um estigma, que se vai vendo no Ensino Profissional uma obtenção de um grau académico e ponto. Venha o trabalho. Não! Sempre foi possível seguir caminho para o Ensino Superior.
  • Desconexão Regional
    • Acontece ao nível do Ensino Superior também. Principalmente no interior do país, a falta de parcerias fortes entre escolas e empresas locais dificulta a criação de programas formativos adaptados às necessidades e oportunidades específicas de cada região.
  • Mudanças Frequentes de Políticas Educativas
    • A instabilidade nas políticas não apenas para o ensino no geral, mas em concreto para o ensino profissional em particular. Alterações frequentes na legislação, nos modelos de financiamento e nos currículos, vão dificultando uma consolidação de uma estratégia de longo prazo para o sucesso destas escolas profissionais e de alunos. A abertura de cursos profissionais nas escolas do “ensino regular” foi um erro crasso.

 

Oportunidades Perdidas e Lições Aprendidas

Embora a enfrentar tantos desafios, muitas escolas tecnológicas e profissionais conseguiram superar parte destas dificuldades e continuam a “estrebuchar” e a contribuir positivamente para o sistema educativo em Portugal. Orgulho-me de ter passado por este tipo de Ensino e na época em que o passei. No entanto, é necessário reforçar o investimento em recursos, melhorar a articulação com o sector empresarial, combater o estigma social e assegurar uma gestão eficiente e transparente. Pelas lições do passado e do presente, estas apontam para a importância de uma abordagem integrada e sustentada, que valorize o ensino profissional como uma alternativa igualmente digna e relevante para o futuro dos jovens.

Para concluir e voltando à ETPZP, esta consolidou uma posição e uma referência no ensino profissional na região da Zona do Pinhal. Faço votos sinceros que continue e reforce este percurso marcado por sucessos mas muito ingrato também. Que continue a integração dos seus alunos no mercado de trabalho, na melhoria contínua das infraestruturas e equipamentos, e no reconhecimento da qualidade dos seus programas de formação. Que a ETPZP continue a desempenhar um papel essencial no fortalecimento do tecido social e económico da minha região, preparando estas novas gerações para os desafios de um futuro em constante evolução. Mas para isso, será necessário acertar agulhas. Assim o espero.

 

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BLOGUE 21 Setembro, 2024 0 Comments

Incêndios: Níveis recorde de emissão de carbono

Níveis recorde de emissão de carbono, numa imagem bem longe dos incêndios (Serra da Lousã) que deflagaram no mês de setembro por todo o interior e norte de Portugal.

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BLOGUE 2 Setembro, 2024 0 Comments

Pozo de Nieve de Salamanca

O “Pozo de Nieve” de Salamanca, é de facto um tesouro escondido e infelizmente de segundo plano desta cidade espanhola. Este poço, data de 1738 e teria uma capacidade de aproximadamente 223 metros cúbicos. Desde a sua construção que o mesmo era utilizado para armazenar a neve que era trazida da Serra de Béjar em cântaros e sacos. Este espaço mesmo na cidade, não só aliviava o calor do verão, como também era crucial na conservação de alimentos e medicamentos, tudo relacionado com práticas quotidianas e necessidades vitais daqueles tempos.

Foi interessante esta experiência “fora de portas”, perante um monumento com tantos pontos em comum com o que existe em Castanheira de Pera. Sobre os Poços da Neve do Santo António da Neve no Cabeço do Pereiro, Serra do Coentral / Lousã, ler mais em https://www.jorgenunes.net/queda-de-neve-em-santo-antonio-da-neve-puro-som/

 

Ler mais sobre

https://salamanca.es/es/propuestas-especiales/item/11178-pozo-de-nieve

Pozo de Nieve – Salamanca

Pozo de Nieve – Salamanca

 

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BLOGUE 30 Março, 2024 1 Comment

Queda de neve em Santo António da Neve *Puro Som

Nas profundezas da bela região de Castanheira de Pera, Portugal, um lugar de imensa serenidade e encanto aguarda os visitantes: Falamos do Santo António da Neve em Cabeço do Pereiro, um refúgio montanhoso de incomparável beleza natural e significado histórico. Situado nas imponentes elevações do Coentral, este local oferece uma experiência única, fundindo a tranquilidade da natureza com a rica herança cultural da região.

A jornada até ao Santo António da Neve é uma viagem através de paisagens deslumbrantes, envoltas pela vegetação exuberante da vertente sul da Serra do Coentral / Lousã. Na chegada, os visitantes são recebidos por uma atmosfera de calma e serenidade, onde o ar fresco da montanha e o silêncio apenas quebrado pelo suave murmúrio do vento criam um ambiente verdadeiramente revigorante.

A história deste local remonta a séculos atrás, quando foi construída a Capela de Santo António da Neve, no século XVI. Esta capela pitoresca, erguida sobre as rochas, é um testemunho da devoção religiosa e das habilidades arquitectónicas da época. Os peregrinos visitam esta capela a cada domingo após o dia 13 de junho, dia de Santo António em Lisboa.

Além da sua importância religiosa, Santo António da Neve também desempenhou um papel vital na história da região como um refúgio para aqueles que procuravam abrigo durante períodos de conflito e instabilidade. A sua localização remota e defensável oferecia proteção contra invasões e incursões, tornando-se um ponto de apoio crucial para as comunidades locais. Exemplo das invasões francesas.

Nos dias de hoje, o Santo António da Neve continua a atrair visitantes de muitos locais, seja pela sua beleza natural intocada, pelas trilhos desafiadores, agora com a recente criada Rota dos Neveiros, que serpenteia pela montanha, ou pela oportunidade de conexão com a história e a cultura. Aqueles que exploram este local único podem desfrutar de caminhadas revigorantes através de florestas exuberantes, descobrindo a diversidade da flora e fauna que prospera em tudo o que rodeia este local.

À medida que o sol se põe sobre estas paisagens deslumbrantes, quem visita este pico montanhoso no centro de Portugal, têm a oportunidade de testemunhar um espetáculo verdadeiramente inesquecível: o céu noturno pontilhado de estrelas cintilantes, sem a interferência da poluição luminosa das cidades. Esta visão mágica, combinada com a tranquilidade da noite, cria um ambiente de contemplação e admiração que permanece gravado na memória dos que o testemunham.

Fotografia de Miguel Marques – Visitem o seu trabalho em https://miguelmarquesphotography.com/

Para aqueles que procuram escapar do frenesi da vida moderna e se reconectar com a natureza e com a história, o Santo António da Neve oferece uma experiência verdadeiramente enriquecedora e transformadora.

Dos locais a visitar pelo menos uma vez na vida!

 

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BLOGUE 12 Fevereiro, 2024 0 Comments

O que não precisas como iniciante em fotografia

A indústria da fotografia está a lançar novos equipamentos praticamente todos os dias, dando e criando a ideia de que são estes mesmos equipamentos que tornarão os fotógrafos, melhores fotógrafos. Não podemos negar, a fotografia é um investimento em conhecimento e equipamento na sua maioria. Na sua maioria também, é verdade que muitos dos equipamentos não são necessários ou imprescindíveis.

Ao iniciarmos uma jornada em fotografia, ficamos de imediato perante um desafio de termos de filtrar todo um ruído e decifrarmos o que é “obrigatório” versus “bom ter” ou “totalmente desnecessário”. Em baixo deixo algumas dicas sobre o que podemos colocar de parte e passar a aprender, economizando dinheiro e mantendo o foco no que mais realmente interessa.

Máquina Fotográfica

Obviamente que uma máquina fotográfica é o primeiro passo para começarmos a fotografar. E embora possamos sentir-nos tentados pelas melhores e mais recentes máquinas fotográficas do mercado, perdemos logo essa vontade ao ver valores de três ou quatro mil euros, só para a câmaras fotográfica. Máquinas caras e demasiado avançadas para o nível em que nos encontramos.

Ao escolhermos uma primeira máquina, é muito importante planear com antecedência a marca e o sistema que pretendemos por forma a dar-nos tempo e espaço para crescermos enquanto fotógrafos, caso contrário estamos a ir por um caminho em que estamos a investir demasiados recursos dos quais provavelmente não iremos aproveitar no imediato e ao longo da nossa linha de aprendizagem. Por exemplo, imagens com maior resolução não são necessárias para muito daquilo que pretendemos, no entanto, esta característica aumenta em muito a barreira de entrada (preço).

Telefoto ou grande angular 

As objetivas são um componente crítico para explorar os aspectos criativos na área da fotografia. No entanto, não devemos sentir que precisamos de comprar um kit completo de objetivas no imediato. É muito mais importante ter algumas objetivas de qualidade com distâncias focais úteis e explorarmos ao máximo o que delas conseguimos retirar e obter. Será com estas objetivas que vais aprender o básico de exposição e composição e mesmo após este passo apresentar resultados extremamente “profissionais”.

Ao longo dos meus mais de 15 anos neste mundo da fotografia, passei por todos estes momentos e dúvidas. No entanto posso dizer que aprendi imenso a tirar fotografias com uma objetiva fixa de 50mm. 50mm dá-nos uma visão muito próxima da nossa, o que é uma grande ajuda falando de distorções e perspectivas que diferentes distâncias focais podem causar. Obviamente que 50mm é curto, apesar de como disse ser uma óptima objetiva para aprender. Se quisermos mais versatilidade, então podemos optar por outras objetivas, 24x70mm ou mesmo 24x105mm são boas opções para começar. Aqui vão observar que quanto mais “luminosa” for a objetiva ou seja quanto mais baixo for o valor de “F”, mais cara se torna a objetiva.

Estas objetivas grande angular e telefoto são muito fáceis e úteis de se usar em determinadas situações, no entanto podemos encontrar alguma complexidade especialmente quando entramos em tópicos como a profundidade de campo e distorção. Estes tópicos são mais fáceis de compreender com uma objetiva “normal”, ou seja, com uma distância focal próxima à nossa, os 50mm. Depois de descobrirmos todos os segredos da nossa máquina fotográfica e das nossas objetivas, pode ser a hora de fazermos um upgrade. 

Os filtros

Os filtros de densidade neutra (ND) e polarizadores têm espaço e utilidade e podem valer a pena adquirir mesmo que estejas a iniciar em fotografia. Os filtros ND vão reduzir a quantidade de luz que entra na objetiva, permitindo o uso de aberturas amplas ou exposições longas, mesmo sob luz mais forte. Por exemplo nas imagens de cascatas que faço com alguma regularidade em que a água parece estar arrastada.
Os filtros polarizadores, tais como os óculos de sol polarizados, vão reduzir o brilho. Intensificam por sua vez o céu azul e saturam no geral mais as cores, tornando-os úteis para fotografar água ou trabalhar em condições de sol forte ou luz vertical. Tanto os filtros ND e polarizadores não são obrigatórios ter na mochila, há filtros para todos os valores e caso não tenhas carteira para os mais caros, podes deixar para depois. No entanto, o segredo é investir em filtros de qualidade. O vidro pelo qual a luz passa no filtro afeta significativamente a qualidade da imagem, portanto, se optarmos por filtros baratos (incluindo filtros ND e polarizadores) vai afetar e impactar negativamente as nossas fotografias.

Tripés

Os tripés baratos são normalmente mais frágeis também o que anula a própria finalidade do mesmo. Em vez de obtermos fotografias completamente nítidas e estáveis, vamos obter exatamente o contrário. Na pior das hipóteses, em dias de algum vento, podemos ver a nossa máquina fotográfica ir ao chão com resultados catastróficos. Não pretendemos isso. Estes tripés mais baratos tendem a partir ou estragar-se mais rapidamente com o seu uso. O tripé que tenho em uso, custou-me há cerca de 5 anos quase 300€. Há melhores, há piores. Acima de 100€ já se encontram algumas boas opções.

Outros equipamentos e Softwares

  • Flash ou conjunto de Flashes
  • Software de edição pago (Adobe Photoshop / Lightroom – https://www.adobe.com/)
  • Software Gratuito (Photopea – https://www.photopea.com/)
  • Tablet (Edição rápida para redes sociais)

Resumindo

Vamos sempre lembrar-nos disto. Vamos investir em equipamentos que vamos realmente utilizar.

Mais equipamento nem sempre significa melhores fotografias, e equipamentos mais caros não são certamente um atalho para alcançar os nossos objetivos em fotografia. Vamos manter o foco no humanismo na fotografia e menos da “maquinaria” da mesma. Vamos focar-nos no nosso olhar.

Boas fotografias a todos, espero que tenham gostado.
Até breve,
Jorge Nunes

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BLOGUE 7 Janeiro, 2024 0 Comments

A magia do inverno

No inverno, a natureza despe-se na sua exuberância, transformando-se num palco de elegância silenciosa. As paisagens tornam-se pinturas vivas, cobertas por um véu despido e por vezes branco. Um brilhante que transforma cada parcela de terra num quadro de tranquilidade. As árvores, outrora vestidas em folhas de ouro e rubis, agora revelam os seus galhos entrelaçados, despidos de vaidade, mas carregados de histórias e promessas.

À medida que a neve dança suavemente do céu, cada floco é um fragmento de poesia que se deposita com irreverência. O silêncio do inverno, é a natureza a sussurrar os seus segredos mais profundos, aos ouvidos dos mais atentos.

As manhãs de inverno surgem envoltas em névoas celestiais, onde o sol se esforça para romper uma cortina de gelo. A luz dourada, filtrada pelo véu gélido, pinta a paisagem com tons suaves e acolhedores. É o despertar da natureza, um momento efémero em que a luz e a sombra dançam numa coreografia perfeita, iluminando o caminho para um novo dia.

As árvores de folha caduca, agora desprovidas de sua vestimenta sazonal, revelam a complexidade da sua estrutura. Os galhos, como braços estendidos, parecem aguardar a promessa da primavera, a promessa de renovação. É a serenidade da espera, a confiança de que a beleza ressurgirá mesmo nos momentos mais frios e silenciosos.

Nas noites gélidas do inverno, o céu é uma imensidão cintilante de estrelas, pontuada pela presença majestosa da lua. O ar cortante carrega uma sensação de magia, como se cada fôlego fosse uma aura misteriosa. Sob o manto estrelado, a quietude intensifica-se, convidando a uma contemplação sobre a vastidão do universo.

No aconchego dos nossos lares, os estalidos da lenha nas lareiras ecoam como se de uma canção se tratasse. O calor no interior das nossas casas, cria contraste com o frio impiedoso do lado de fora.

O inverno não é apenas uma estação do ano, mas um capítulo das nossas vidas na narrativa que é a natureza e a química. É um período de introspeção, de apreciação pela beleza e simplicidade.

O inverno, na sua essência, é uma obra-prima de serenidade e … renovação.

Até breve,
Jorge Nunes

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BLOGUE 26 Dezembro, 2023 0 Comments

Fotografia Oferta de Bom Ano

Uma vez mais e mesmo a fechar o ano, sai um oferta de uma fotografia com umas cores belíssimas de final de tarde e de outono. Espero que gostem!

Deixo-vos ainda, votos de um bom ano de 2024 com muita saúde e com ainda mais concretizações profissionais e pessoais.

FELIZ ANO NOVO 2024!

 

Dados técnicos da fotografia:
Abertura: 6
Velocidade: 1/60seg
ISO: 320
Flash: Não
Distância Focal: 60mm

 

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BLOGUE 3 Dezembro, 2023 0 Comments

Toda a verdade sobre a ida do Homem à Lua

A ida do Homem à Lua, foi resultado de um fascínio e imaginação desde tempos imemoriais. Contudo, foi apenas no século XX que a ideia de enviar o homem à Lua evoluiu de um sonho e imaginação distantes, para um objetivo concreto. O impulso inicial veio obviamente dos próprios avanços da tecnologia e com o advento da exploração espacial durante a Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética, competiam por uma espécie de supremacia global e do … cosmos.

Foi então a 20 de julho de 1969, através da missão Apollo 11 da NASA que os Estados Unidos “ganharam a corrida” à União Soviética. Os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins tornaram-se símbolos de coragem e perseverança ao realizar a primeira caminhada lunar, desbravando um território até então inexplorado. Até aos dias de hoje apenas doze foram os astronautas que pisaram a superfície da Lua, tendo o último humano pisado a Lua (Harrison Schmitt), em dezembro de 1972, portanto há muitos anos. 

A ida do homem à Lua não apenas expandiu os horizontes da exploração espacial, mas também inspirou gerações a perseguir desafios ambiciosos e a alcançar as estrelas e o cosmos.

 

Mas então porque existe quem acredite que tudo isto é uma farsa?

Que acreditem que milhares e milhares de pessoas, desde Engenheiros e Cientistas de diversas áreas, que estiveram envolvidos nas Missões Apollo, estejam coniventes que uma farsa desta universalidade?

1. Desconfiança na Era da Desinformação: A teoria de que o homem não foi à Lua, que não é novidade, ganhou espaço nesta nova Era marcada pela desinformação e pelo regresso do Homem à Lua já em 2025. Com o avanço da tecnologia e da disseminação rápida de informação, tornou-se desafiante compreender o que é verdadeiro do falso. Muitos cépticos e pouco informados diga-se, acreditam que as imagens e vídeos da missão Apollo 11 foram manipuladas num estúdio, alimentando suspeitas e teorias de conspiração que questionam toda uma veracidade destes eventos históricos.

2. Argumentos Científicos Questionáveis: Alguns cépticos apontam para supostas inconsistências científicas nos registos da missão Apollo. Alegam entre outros, que a radiação no cinturão de Van Allen deveria ter sido mortal para os astronautas. Depois questionam ainda a ausência de crateras causadas pelo módulo lunar e nas diferentes direções das sombras pelo próprio.

3. Conflitos Políticos e Guerra Fria: O contexto político da Guerra Fria também desempenha um papel na propagação das teorias conspiratórias sobre a ida à Lua. Com os Estados Unidos e a União Soviética a competir pela corrida espacial, existe uma ideia de que a NASA teria inventado a missão Apollo como uma “jogada política” para afirmar a superioridade americana. Este, é ainda um cenário que alimenta o cepticismo entre aqueles que veem a exploração lunar como um mero capítulo de rivalidade geopolítica.

4. Dificuldade em Aceitar Conquistas Extraordinárias: O difícil aceitar que a humanidade tenha realizado uma conquista tão extraordinária como a chegada à Lua. Um feito monumental que desafiou as percepções dos comuns mortais sobre o que é, ou não possível.

5. Desafios na Compreensão Científica: A compreensão detalhada da ciência por detrás da exploração lunar pode ser desafiadora e pode levar à desconfiança. Teorias complexas, como a física orbital e as características do ambiente lunar, podem parecer distantes de uma compreensão quotidiana. Esta falta de familiaridade com conceitos científicos pode resultar num cepticismo generalizado.

 

Que contributo podemos dar para combater estas teorias da conspiração não apenas sobre a ida do Homem à Lua, como a da terra ser plana ou outras? 

 

Basicamente, com abordagens multifacetadas, onde a educação e a comunicação têm um papel fundamental pois promovem o pensamento crítico. 

Em baixo deixo-vos com dois vídeos caso queiram aprofundar melhor os vossos conhecimentos sobre a ida do homem à Lua. Demonstram, principalmente em termos fotográficos que todas estas teorias, não passam disso mesmo, teorias. Um abraço e até já!

 


 


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