• SERVIÇOS
  • PERCURSO
  • PORTFÓLIO
  • CONTACTO
  • BLOGUE

Type to search

  • SERVIÇOS
  • PERCURSO
  • PORTFÓLIO
  • CONTACTO
  • BLOGUE
  • SERVIÇOS
  • PERCURSO
  • PORTFÓLIO
  • CONTACTO
  • BLOGUE

Type to search

  • SERVIÇOS
  • PERCURSO
  • PORTFÓLIO
  • CONTACTO
  • BLOGUE
by jorgenunes BLOGUE 30 Março, 2025

GhibliArt: Inspiração ou Cópia?

Nos últimos dias, tens provavelmente reparado numa tendência que está a invadir as tuas redes sociais, falo da chamada “ghibliart”. Quer no Facebook, Instagram, TikTok ou até mesmo no Pinterest, o que não faltam são ilustrações que parecem saídas diretamente de um filme do Studio Ghibli. Aquele estilo meio doce, nostálgico, cheio de natureza exuberante, casas com alma e céus que parecem pintados à mão, têm um apelo quase universal. E eu percebo porquê, há algo de mágico na estética  e que por isso talvez nos faça querer viver dentro daqueles mundos, mesmo que por breves instantes.

A “ghibliart” é isto mesmo, uma forma de arte que vai se inspirar no universo visual dos filmes do Studio Ghibli, como por exemplo “A Viagem de Chihiro”, “O Castelo Andante” ou o “Meu Amigo Totoro”. Mas não é só fanart direta. Muitos artistas pegam nesta linguagem e aplicam-na a cenas do dia a dia, a personagens originais ou até a locais reais transformados à maneira Ghibli. Vês por exemplo uma casa tipicamente portuguesa, com azulejos e roupa estendida, renderizada num estilo que parece ter sido desenhado pelo próprio Miyazaki e claro, fica espetacular.

Mas como tudo o que se torna viral, começam também agora a surgir algumas questões um pouco mais complexas. Uma delas tem logo a ver com direitos de autor. O Studio Ghibli tem uma identidade visual muito marcada, e, embora fazer arte inspirada neles não seja algo de novo, há aqui uma linha ténue entre homenagem e cópia. Quando usamos personagens ou cenas reconhecíveis, mesmo que seja num estilo teu ou com alterações, estás a entrar num território que pode levantar problemas legais, especialmente se começares a vender essas obras. E sejamos sinceros, por melhor que seja a intenção, muitos artistas ou mesmo marcas, aproveitam-se da popularidade desse estilo para ganhar seguidores ou mesmo dinheiro de forma direta.

 

Claro que a inspiração é uma das bases fundamentais da arte, e acho que não se deve viver com medo de criar. Mas também acredito que é importante reconhecer de onde vem essa inspiração e, acima de tudo, respeitar o trabalho dos seus criadores originais. Há então uma diferença entre criar uma ilustração com “vibe Ghibli” e fazer uma réplica digital de uma cena de “Totoro” para vender.

 

E se agora juntarmos a isto, o uso da inteligência artificial, o tema complica-se ainda mais. Hoje em dia, com ferramentas de IA generativa, qualquer pessoa consegue criar imagens “estilo Ghibli” a partir de uma simples descrição como “um comboio a atravessar campos de trigo ao pôr do sol, ao estilo anime nostálgico”. E voilá! Temos, à partida, uma imagem lindíssima em segundos, muitas vezes até quase indistinguível de algo desenhado à mão. Isto, obviamente tem encantado muita gente e confesso que eu próprio já perdi algum tempo a experimentar. Mas levanta questões sérias.

Muitas destas ferramentas foram “treinadas” por assim dizer, com milhões de imagens retiradas da internet, incluindo arte de artistas, muitas vezes sem qualquer autorização. Ou seja, a IA pode estar a gerar obras novas com base em referências protegidas por direitos de autor. E quem é então o “autor” de um resultado gerado por esta via? É justo partilhar, ou pior, vender esse conteúdo como se fosse algo original?

 

Pessoalmente, acho que a IA é uma ferramenta criativa incrível, já o disse em vários artigos de opinião. Acaba por ser uma espécie de extensão da nossa imaginação, com os nossos “inputs“. Mas também acredito que o valor do trabalho humano, com todas as suas imperfeições, decisões conscientes e toque pessoal, continua e deve continuar a ser o centro da criação artística e o mais valorizado. Quando tudo nos começa a parecer “feito por máquinas”, corremos o sério risco de perder o que torna a arte verdadeiramente especial, a alma de quem a fez.

 

No fundo a ghibliart, é uma manifestação incrível daquilo que muitos de nós sentimos em relação ao universo Ghibli. Uma vontade de eternizar aquela sensação de aconchego, de maravilha e de contemplação do mundo. É legítimo e até é necessário. Apenas penso que, enquanto criadores ou apreciadores, temos também a responsabilidade de fazer isso com consciência. Inspirar-se sim, copiar não. Usar ferramentas novas sim, mas sem esquecer quem somos ao longo de todo o processo. Porque, no fim do dia, a beleza da ghibliart está tanto no estilo como na intenção e essa, apenas tu podes controlar.

 

Leia também:

“Serra da Lousã: Um Instante de Natureza e Biodiversidade”
👉https://www.jorgenunes.net/serra-da-lousa-um-instante-de-natureza-e-biodiversidade/

“Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica)”
👉https://www.jorgenunes.net/salamandra-lusitanica-chioglossa-lusitanica/

“Galerias Ripícolas: Guardiãs da Biodiversidade Hídrica”
👉https://www.jorgenunes.net/galerias-ripicolas-guardias-da-biodiversidade-hidrica/

“Musgo: O Pequeno Gigante dos Ecossistemas”
👉https://www.jorgenunes.net/musgo-o-pequeno-gigante-dos-ecossistemas/

Educação FOTOGRAFIA opinião Redes Sociais
245
1474 Views
Partilha na tua rede social:
Serra da Lousã: Um Instante de Natureza e BiodiversidadeSerra da Lousã: Um Instante de Natureza e Biodiversidade9 Março, 2025
A Sustentabilidade Hídrica em Castanheira de Pera18 Abril, 2025A Sustentabilidade Hídrica em Castanheira de Pera

Últimas publicações

by jorgenunes BLOGUE
Project Hail Mary: Livro e adaptação ao Cinema
Learn More
by jorgenunes BLOGUE
A Nikon e a exploração espacial da NASA
Learn More

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

 

 

SUBSCREVE COM O TEU E-MAIL E TEM ACESSO A CONTEÚDO EXCLUSIVO




Últimos Artigos
  • Project Hail Mary: Livro e adaptação ao Cinema
  • A Nikon e a exploração espacial da NASA
  • O Imperativo da Coesão Territorial e da Descentralização em Portugal
  • Poeiras do Saara voltam a ensombrar o céu
  • Literacia Digital, entre a Ligação e a Compreensão
  • Uma bateria de “Peso” na Inovação e no Futuro da Energia
  • Cenário gelado, coração quente e alma renovada
  • O “Pontão” do Coentral em 1944
LIGAÇÕES AOS PROJECTOS
  • DKA SERVICES
  • NORBERTO SANTOS
  • FESTIVAL DE CAMINHADAS
  • PRAIA DAS ROCAS
  • CENTRO INFANTIL DE EIXO
  • PEDI NATUR
  • AMAMENTE SEM TABÚS
Publicidade




Núvem de Assuntos
AMBIENTE android Aplicações arquivos astronomia Castanheira de Pera Coentral Design DICAS dispositivo Documentário drone ebooks Educação EEI Escola Espaço facebook Feira de Rua Floresta FOTOGRAFIA Google História internet iss Livro Lua Manual marketing nikon opinião PASSADIÇOS PROGRAMAÇÃO Qualidade RALIS Redes Sociais região RIBEIRA DAS QUELHAS Ribeira de Pera Salamanca Saúde Serra da Lousã sony teletrabalho wallpaper
RSS RTP Notícias / Geral / Economia
  • Novo presidente da CCP promete liderança "dialogante" mas combativa quando necessário
  • Vendas de gás russo para a UE atingem nível mais elevado desde 2022
  • Air France-KLM admite discutir mudança de nome do grupo mas garante que ainda não há decisão
  • Governo pediu mais informação à CP sobre subconcessão de linhas urbanas
  • Lufthansa. Compra da companhia italiana ITA "em nada invalida" interesse na TAP
  • Louis Vuitton perde processo contra Licores do Vale
  • Ministro das Finanças compara fim do desconto no ISP ao fim do IVA zero

"Investir numa estratégia digital é passar a entender o ambiente digital que nos rodeia e alcançar resultados previamente estabelecidos."

Contactos

Coentral das Barreiras
3280-200
Castanheira de Pera

E-mail: jorge.coentral@gmail.com

Móvel: +351 965 384 928

Serviços

Fotografia e Vídeo

Design gráfico

Web Development

Consultoria Empresarial

Transformação Digital

Música

Copyright © 2022 jorgenunes.net | All Rights Reserved