
Se gostas de partilhar, fá-lo com responsabilidade!
Foi publicado um estudo pela revista BMJ Global Health, sobre a difusão de informação da Pandemia da Covid-19 no youtube. Após analisar os vídeos mais vistos e mais relevantes até à data de 21 de março, mais de 1/4 desses vídeos, continha informação incorreta ou induzia em erro. Sobre o estudo, podes ver mais dados adicionais neste link.
Já todos ouvimos falar em Fake News. As fake news ou notícias falsas, em português, é um assunto mais antigo do que se aparenta pois surgiu no século XIX e tornou-se popular nos últimos anos para denominar informações falsas que são publicadas, na Social Media1. Apenas dando um exemplo muito simples, em muitos casos, os autores de artigos ou notícias criam títulos absurdos com um claro intuito de atrair acessos e clics. Quantas pessoas se ficam apenas pelas chamadas, “gordas” de uma notícia? A intenção é bastante simples a de faturarem com a tua ajuda, em publicidade digital.
Porém, além da finalidade puramente comercial, podem haver outros propósitos:
– Criar boatos;
– Reforçar um pensamento através não apenas de mentiras, como por vezes chega ao ponto da disseminação de ódio.
Prejudicamos assim, não apenas pessoas comuns, celebridades, políticos, como podemos prejudicar empresas e postos de trabalho.
Aproveito então para enumerar três questões que me parecem pertinentes.
- Sabendo que circula por toda a Internet muita informação de fontes credíveis e de enorme qualidade, não seria importante compreender e elaborar respostas mais eficazes, através de mais estratégia digital de qualidade para assim se alcançar eficazmente a receptividade popular?
Em relação à Covid-19, este estudo menciona isto mesmo. Formatos usados pelos Estados e Organizações obsoletos, com apresentações demasiado “estáticas, orientações publicadas em desuso, os relatórios estatísticos e infografias pouco atraentes ou acessíveis”. É necessário inovar! - Sabendo que a introdução de mecanismos ou algoritmos em plataformas para funcionar como “tampão” à desinformação, não são 100% fiáveis e podem criar efeitos inversos, ou seja criar “buzz” indesejável. Não seria fundamental envolver personalidades com prestígio e influencia tanto no “analógico” como no “digital”, para a difusão de informação credível?
- Sabendo que o acesso às tecnologias de informação e à internet, estão cada vez mais ao alcance de um clique de um simples rato, ou de um apontar de um dedo sobre um ecrã táctil de um dispositivo móvel e também que a informação circula ao nanosegundo, não deveria a formação nesta área e em todas as faixas etárias ser bastante reforçada e prioritária para acompanhar estes novos tempos?
Já todos ouvimos a expressão, “se está na internet, é porque é verdade!”. Pensa bem nesta afirmação, antes de partilhares uma opinião ou um artigo num fórum ou rede social. Tal como a covid-19, em que estamos a ser educados a tomar medidas preventivas pois o vírus facilmente se transmite, o mesmo sucede com a má informação e todas as más implicações ou resultados daí advêm.
“Se está na internet…” segue estes cuidados! Aplicam-se não apenas para a temática da covid-19, como para toda a informação que circula pela Internet e que gostas de partilhar.
- Faz uma breve pesquisa, no google.com por exemplo, antes de partilhares uma informação em qualquer social media.
- Verifica a fonte da informação. Se for um website, verifica o url.
- Verifica a data do artigo ou da notícia e o seu autor.
- Observa se a fonte, caso seja num website, tem um número anormal de anúncios.
- Recorre a um amigo que tenha maior conhecimento.
Se gostas de partilhar, fá-lo com responsabilidade!
Se gostas de partilhar, fá-lo com responsabilidade e contribui para uma informação mais credível.
Tu és um agente nesta busca pela credibilidade digital e dares esse contributo está ao teu alcance e é crucial.
Alguma dúvida ou questão, basta entrar em contacto clicando aqui.
Se gostaste deste artigo, partilha e comenta ! Um abraço a todos!
1 - Social media são todos os canais de comunicação digitais onde existem interações, colaboração e partilha de conteúdo.



