7 Março, 2026 0 Comments

Poeiras do Saara voltam a ensombrar o céu

Começo por dizer que este texto vem com alguns dias de atraso. Ainda assim, lembrar que quem olhou para o céu principalmente no dia 4 de março, reparou que o azul deu lugar a um tom mais baço, por vezes até amarelado. Esta alteração não foi uma simples ilusão de ótica, mas o resultado de uma colossal nuvem de poeiras oriunda do deserto do Saara que, neste início de março, se encontra a atravessar o sudoeste europeu. Como podem ver na imagem impressionante captada pelo Copernicus Atmosphere Monitoring Service (CAMS) no dia 5 de março, esta pluma de pó estende-se desde a costa do Norte de África, varrendo com intensidade países como Portugal, Espanha, França e Itália, e alcançando até o Reino Unido. As previsões mais recentes indicam mesmo que esta massa continuará a sua viagem em direção à Escandinávia nos próximos dias.

Embora este fenómeno natural não seja propriamente uma novidade para nós, a escala e a densidade desta incursão em particular merecem a nossa atenção e algum cuidado. Esta invasão de poeiras tem provocado uma degradação severa da qualidade do ar, com as concentrações de partículas inaláveis (PM10) a ultrapassarem de forma clara os limites de segurança estabelecidos pela União Europeia. Estas partículas microscópicas, quando inaladas, podem ter efeitos prejudiciais na nossa saúde, o que levou já os serviços meteorológicos nacionais a emitirem avisos à população.

Neste contexto, é imperativo usar de bom senso, uma regra de ouro que procuro sempre defender por aqui. Se a literacia digital ensina-nos a filtrar a informação que consumimos online, a literacia sobre saúde e ambiente ensina-nos a agir de forma preventiva perante as condições atmosféricas. As recomendações são claras, os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios crónicos, devem limitar as suas atividades no exterior enquanto esta pluma pairar sobre nós. É importante mantermos as janelas fechadas sempre que possível e acompanharmos as atualizações dos nossos serviços de meteorologia. No fundo, é uma questão de lidarmos com inteligência com mais este capricho da natureza.

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18 Fevereiro, 2026 0 Comments

Literacia Digital, entre a Ligação e a Compreensão

Além da Literacia Digital…

Vivemos tempos paradoxais no Mundo em geral e em Portugal em particular. Ao mesmo tempo que começo a escrever estas primeiras frases, penso de imediato que nunca como antes estivemos tão conectados, com taxas de penetração de internet e utilização de dispositivos móveis que rivalizam com as economias mais desenvolvidas. No entanto, esta facilidade de acesso à informação não se tem traduzido automaticamente em conhecimento, e muito menos em sabedoria. O desafio premente que enfrentamos hoje não é o da exclusão digital no seu sentido mais técnico, mas sim no de uma iliteracia funcional no ambiente online que deixa vastas franjas da população, desde os jovens aos mais idosos, vulneráveis à desinformação. O combate a este fenómeno exige uma mudança de paradigma. Precisamos de deixar de ver o digital apenas como uma ferramenta utilitária e passar a encará-lo como um espaço cívico onde a verdade e a mentira competem ferozmente pelo atrair de atenção.

A desinformação, entendida como uma narrativa comprovadamente falsa ou enganosa criada e disseminada para obter vantagens económicas, políticas ou para enganar deliberadamente o público, tornou-se uma ameaça sistémica à nossa democracia. Em Portugal, onde o consumo de notícias através das redes sociais é elevado, o perigo reside na velocidade com que o falso se propaga. É fundamental distinguir, como nos ensinam as orientações europeias para a educação, entre a informação errada, partilhada sem intenção de dolo, e a desinformação calculada, que visa manipular opiniões, emoções e ações. Esta distinção não é meramente académica. Define a forma como devemos educar as novas gerações. Não basta ensinar usar um computador, é imperativo ensinar a questionar o que aparece nos aparece nos ecrãs. A literacia digital deve ser compreendida como a capacidade para aceder, gerir, compreender, integrar, comunicar, avaliar, criar e divulgar informações de forma segura e adequada.

O sistema educativo português tem feito esforços interessantes para integrar estas competências no currículo, nomeadamente através da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e de referenciais emanados pela Direção-Geral da Educação. No entanto, a tarefa, obviamente é hercúlea. Os professores, muitas vezes sobrecarregados, são chamados a ser a primeira linha de defesa contra uma indústria de desinformação que utiliza algoritmos sofisticados para criar câmaras de eco e bolhas de filtro *definição no final do artigo. Estas bolhas reforçam crenças preexistentes e isolam os indivíduos de opiniões contrárias, polarizando a sociedade. A escola deve ser o sítio onde se furam estas bolhas, promovendo o contacto com o contraditório e o desenvolvimento do pensamento crítico. Como sugerem os especialistas, técnicas como a “leitura lateral”, verificar o que outras fontes dizem sobre o mesmo tema  e a “desmistificação prévia”, que vacina os alunos contra as táticas de manipulação antes que eles sejam expostos a elas, são essenciais na “caixa de ferramentas” pedagógica moderna.

Contudo, não podemos depositar toda a responsabilidade na escola. A literacia digital enfrenta desafios semelhantes aos da literacia financeira, onde estudos indicam lacunas significativas no conhecimento da população adulta. Tal como é necessário saber gerir o orçamento familiar para não cair em fraudes financeiras, é crucial saber gerir a dieta informativa para não cair em fraudes intelectuais ou ideológicas. A desinformação tem também uma componente económica forte. Os criadores de “fake news” lucram com cada clique, explorando as nossas emoções mais básicas como o medo ou a indignação. Se os portugueses não compreenderem que a sua atenção é uma moeda de troca, continuarão a ser peões num jogo de xadrez onde a verdade é a primeira baixa.

O futuro do combate à desinformação em Portugal passa, inevitavelmente, pela capacitação transversal da sociedade. Precisamos de programas de literacia digital que cheguem aos seniores, frequentemente alvos de burlas online e de desinformação política, e que continuem a reforçar a resiliência dos jovens. A tecnologia, com a ascensão da inteligência artificial e das “deepfakes“, vídeos ou áudios criados por computador que imitam pessoas reais, tornam cada vez mais difícil distinguir o real do “photoshop”. Neste cenário, o ceticismo saudável e a verificação de factos deixarão de ser competências jornalísticas para se tornarem deveres de cidadania.

Esta guerra pela verdade terá de ser ganha com educação, com o saber e com legitimidade intelectual de cada um de nós. Temos as infraestruturas e temos os diagnósticos feitos. O que necessitamos é de uma mobilização para a literacia digital, encarando-a como um desígnio estratégico. Só assim poderemos garantir que a revolução digital serve para nos empoderar enquanto cidadãos e fortalecer a democracia, não manipulando, não dividindo.

A literacia digital não é apenas sobre saber mexer nas máquinas com ecrãs, é sobre saber pensar num mundo dominado por elas. É urgente formar cidadãos digitais que participem de forma ativa, contínua e responsável, tanto online como offline, protegendo os valores democráticos que demorámos tanto a conquistar.

 

…..

 

CÃMARAS DE ECO E BOLHAS DE FILTRO

BOLHAS DE FILTRO
Recolha de Dados: As plataformas registam cada interação: cliques, gostos (likes), tempo de visualização, partilhas e pesquisas.
Análise de Padrões: A inteligência artificial (IA) usa redes neuronais para prever os teus gostos com base em dados passados.
Filtragem de Conteúdo: O algoritmo oculta conteúdos que considera que não lhe interessam ou com os quais discorda, priorizando apenas o que confirma as tuas preferências.
Reforço contínuo: Quanto mais interage com um determinado tipo de conteúdo, mais a plataforma o alimenta, tornando a bolha mais estreita.

CÂMARA DE ECO
Viés de Confirmação: Os utilizadores tendem a procurar informações que confirmem as suas crenças preexistentes.
Seleção de Amigos: As pessoas tendem a seguir e interagir com quem partilha opiniões semelhantes, criando uma “rede entrelaçada” de pensamentos homogéneos.
Efeito de Ressonância: As opiniões divergentes são excluídas ou silenciadas, fazendo com que as mesmas ideias sejam repetidas e amplificadas, como um eco.

RESULTADO
Polarização: Ambientes online onde pontos de vista divergentes não têm espaço, impulsionando assim o extremismo.
Limitação da Realidade: Os utilizadores recebem uma percepção limitada da realidade, restringindo a diversidade informativa.
Criação de Realidades Paralelas: Diferentes grupos de utilizadores vivem em mundos informacionais distintos, dificultando o consenso social.

 

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21 Julho, 2025 0 Comments

Porque fotografo em formato RAW?

Porque fotografo em formato RAW? Sempre que saio com a intenção de tirar umas fotografias, já sei de antemão qual o formato que vou fotografar. Exato, RAW. Ou, no caso das minhas Nikon, .NEF.

 

Para uns, pode parecer uma escolha mais técnica, para os outros irrelevante. Para mim, acaba por ser uma extensão do cuidado que tenho pelo resultado que espero das minhas fotografias, falando de forma mais abstrata, pela forma como pretendo registar e mostrar ao “mundo” aquilo que vejo. Especialmente este cantinho chamado Castanheira de Pera e Serra da Lousã.

Quem me conhece sabe que não passo muito tempo sem dar uma volta à procura de algo diferente, ou que pelo menos eu o ache assim. Por vezes a leveza do silêncio por entre pinhais ou soutos, o sussurro das folhas ao vento, o contraste entre a luz dourada e a neblina que dança nas manhãs frias da serra, é o que necessito para o meu dia a dia, para desempenhar a minha profissão ou até o meu papel enquanto membro de família. E é exatamente este tipo de detalhes, a textura da luz, o grão nas sombras, o verdadeiro tom do céu ou das águas límpidas da Ribeira de Pera, que só o formato RAW consegue preservar com fidelidade. E nestes dois parágrafos estão a resposta a muitos que me perguntam… “Aquela fotografia é montagem não é?” Não.

Mas afinal, o que é o RAW?

O RAW não é mais do que um ficheiro cru. Ou seja, um ficheiro que contém toda a informação captada pelo sensor da máquina fotográfica, sem compressão, sem alterações, sem filtros automáticos. Basicamente é como ter um negativo digital, com todos os dados brutos prontos a serem revelados com tempo, paciência e claro com criatividade. Ao contrário do formato JPEG, que já vem “cozinhado” pela máquina, o RAW é como um prato que ainda temos de temperar ao nosso gosto e isto, meus amigos, é onde a magia se inicia.

 

JPEG: Rápido, mas limitador

Com isto não estou a afirmar que fotografar em JPEG não tem utilidade. É verdade que é prático, leve, pronto a ser partilhado nas redes sociais. É ideal para quem quer rapidez, para quem não quer perder tempo em pós-produção. Em fotografia de desporto, como os Ralis por exemplo, raramente tiro fotografias em RAW. Mas é aqui que as coisas se complicam. O JPEG descarta informação. Comprime os dados. Aplica automaticamente nitidez, contraste e saturação, baseado em algoritmos que nem sempre sabem ou correspondem ao que eu pretendo com a minha imagem.

Vamos imaginar que estou logo pela manhã na Safra e o sol está a nascer por trás das montanhas vindo de Oleiros. Algum nevoeiro cobre parcialmente os vales e há um veado a cerca de 50 metros. Fazes o “disparo”. Se estiveres em modo JPEG, a tua máquina vai decidir o que é mais importante e talvez ela clareie as sombras e estoire os brancos, ou talvez sature o céu azul e esqueça os tons dourados da vegetação. Já em modo RAW, és tu quem decide o que valorizar, o que escurecer, ou o que revelar.

 

A liberdade de editar

Fotografar em RAW dá-me então… liberdade. E, sinceramente, liberdade é um luxo que eu não abdico. Quando regresso a casa depois de uma caminhada, ainda com os momentos frescos na memória, na minha e não na do cartão, vou então “revelar” as fotos. Assim, não é apenas editar é reviver. E o RAW permite fazermos isso com uma maior profundidade mental até.

Consigo corrigir exposições sem degradar a imagem. Consigo recuperar detalhes nas altas luzes ou sombras mais profundas. Posso ajustar o balanço de brancos com uma precisão que o JPEG nunca me permitiria. Já tive fotos que à primeira vista poderiam parecer “perdidas”, mas que em RAW ganham vida com alguns ajustes no Photoshop ou mesmo Photopea.

É como se a imagem estivesse lá, escondida, à espera de ser trazida à “luz do dia”.

 

Um compromisso com a qualidade

Ao fotografar em RAW, estou a fazer uma promessa a mim mesmo, não me contentar com o mínimo. Estou a dizer que cada fotografia merece o melhor de mim, seja ela de um velho carvalho ou castanheiro junto à estrada ou de um pôr do sol. Cada “disparo” tem uma história. E o RAW permite-me contá-la com toda a intensidade, com todo o detalhe e com toda a verdade.

Sim, os ficheiros são maiores. Sim, exigem mais trabalho. Mas como tudo na vida, aquilo que dá mais trabalho também vale mais a pena.

O mais bonito de tudo é que, ao editar uma fotografia em RAW, consigo regressar com uma nova perspetiva. Aquilo que captei numa manhã fria ou numa tarde quente, ganha uma outra vida. Não se trata apenas de documentar, trata-se de interpretar. Dar um toque pessoal, uma emoção pessoal. Acaba por ser isto que transforma cada imagem em algo profundamente pessoal.

Fotografar em RAW é, para mim, uma escolha natural. Não se trata de técnica, mas de um compromisso com a verdade da imagem através de arte e da emoção. É guardar uma memória apreciada pelos tempos.

Assim, o RAW é o meu parceiro de eleição.

 

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30 Março, 2025 0 Comments

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26 Dezembro, 2023 0 Comments

Fotografia Oferta de Bom Ano

Uma vez mais e mesmo a fechar o ano, sai um oferta de uma fotografia com umas cores belíssimas de final de tarde e de outono. Espero que gostem!

Deixo-vos ainda, votos de um bom ano de 2024 com muita saúde e com ainda mais concretizações profissionais e pessoais.

FELIZ ANO NOVO 2024!

 

Dados técnicos da fotografia:
Abertura: 6
Velocidade: 1/60seg
ISO: 320
Flash: Não
Distância Focal: 60mm

 

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3 Dezembro, 2023 0 Comments

Toda a verdade sobre a ida do Homem à Lua

A ida do Homem à Lua, foi resultado de um fascínio e imaginação desde tempos imemoriais. Contudo, foi apenas no século XX que a ideia de enviar o homem à Lua evoluiu de um sonho e imaginação distantes, para um objetivo concreto. O impulso inicial veio obviamente dos próprios avanços da tecnologia e com o advento da exploração espacial durante a Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética, competiam por uma espécie de supremacia global e do … cosmos.

Foi então a 20 de julho de 1969, através da missão Apollo 11 da NASA que os Estados Unidos “ganharam a corrida” à União Soviética. Os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins tornaram-se símbolos de coragem e perseverança ao realizar a primeira caminhada lunar, desbravando um território até então inexplorado. Até aos dias de hoje apenas doze foram os astronautas que pisaram a superfície da Lua, tendo o último humano pisado a Lua (Harrison Schmitt), em dezembro de 1972, portanto há muitos anos. 

A ida do homem à Lua não apenas expandiu os horizontes da exploração espacial, mas também inspirou gerações a perseguir desafios ambiciosos e a alcançar as estrelas e o cosmos.

 

Mas então porque existe quem acredite que tudo isto é uma farsa?

Que acreditem que milhares e milhares de pessoas, desde Engenheiros e Cientistas de diversas áreas, que estiveram envolvidos nas Missões Apollo, estejam coniventes que uma farsa desta universalidade?

1. Desconfiança na Era da Desinformação: A teoria de que o homem não foi à Lua, que não é novidade, ganhou espaço nesta nova Era marcada pela desinformação e pelo regresso do Homem à Lua já em 2025. Com o avanço da tecnologia e da disseminação rápida de informação, tornou-se desafiante compreender o que é verdadeiro do falso. Muitos cépticos e pouco informados diga-se, acreditam que as imagens e vídeos da missão Apollo 11 foram manipuladas num estúdio, alimentando suspeitas e teorias de conspiração que questionam toda uma veracidade destes eventos históricos.

2. Argumentos Científicos Questionáveis: Alguns cépticos apontam para supostas inconsistências científicas nos registos da missão Apollo. Alegam entre outros, que a radiação no cinturão de Van Allen deveria ter sido mortal para os astronautas. Depois questionam ainda a ausência de crateras causadas pelo módulo lunar e nas diferentes direções das sombras pelo próprio.

3. Conflitos Políticos e Guerra Fria: O contexto político da Guerra Fria também desempenha um papel na propagação das teorias conspiratórias sobre a ida à Lua. Com os Estados Unidos e a União Soviética a competir pela corrida espacial, existe uma ideia de que a NASA teria inventado a missão Apollo como uma “jogada política” para afirmar a superioridade americana. Este, é ainda um cenário que alimenta o cepticismo entre aqueles que veem a exploração lunar como um mero capítulo de rivalidade geopolítica.

4. Dificuldade em Aceitar Conquistas Extraordinárias: O difícil aceitar que a humanidade tenha realizado uma conquista tão extraordinária como a chegada à Lua. Um feito monumental que desafiou as percepções dos comuns mortais sobre o que é, ou não possível.

5. Desafios na Compreensão Científica: A compreensão detalhada da ciência por detrás da exploração lunar pode ser desafiadora e pode levar à desconfiança. Teorias complexas, como a física orbital e as características do ambiente lunar, podem parecer distantes de uma compreensão quotidiana. Esta falta de familiaridade com conceitos científicos pode resultar num cepticismo generalizado.

 

Que contributo podemos dar para combater estas teorias da conspiração não apenas sobre a ida do Homem à Lua, como a da terra ser plana ou outras? 

 

Basicamente, com abordagens multifacetadas, onde a educação e a comunicação têm um papel fundamental pois promovem o pensamento crítico. 

Em baixo deixo-vos com dois vídeos caso queiram aprofundar melhor os vossos conhecimentos sobre a ida do homem à Lua. Demonstram, principalmente em termos fotográficos que todas estas teorias, não passam disso mesmo, teorias. Um abraço e até já!

 


 


8 Outubro, 2023 0 Comments

Inteligência Artificial e a Fotografia

A fotografia é uma forma de arte e comunicação que tem evoluído ao longo dos anos. Desde a sua invenção no século XIX e com os avanços da tecnologia, a fotografia passou por várias transformações e um dos desenvolvimentos mais notáveis é o uso da inteligência artificial ou IA.

A IA tem desempenhado um papel significativo na revolução da fotografia, proporcionando melhorias em diversas áreas, desde a captura de imagens até ao processo de edição. Um dos principais objetivos pelos quais a inteligência artificial está a ser usada e aplicada na fotografia, é na melhoria da qualidade das imagens. Algoritmos de inteligência artificial podem ser usados tanto para reduzir o ruído em fotografias como para melhorar a exposição ou até mesmo para remover objetos indesejados nas imagens.

Além disso, a inteligência artificial tem também permitido o desenvolvimento de máquinas mais inteligentes que são capazes de reconhecer automaticamente cenas e ajustar os modos aos momentos para obter a melhor imagem possível sem intervenção do fotógrafo. Isto pode simplificar o processo, permitindo que haja uma maior concentração na composição e na criatividade, sendo que a máquina fotográfica trabalhará pelo fotógrafo, nas configurações mais técnicas.

Outra área em que a inteligência artificial está a criar um maior impacto na fotografia e até polémica, é na edição de imagem. Programas de edição de fotografia alimentados por IA, estão cada vez mais a realizar tarefas complexas, como a remoção de objetos, a melhoria da nitidez e a correção de cores de forma rápida, eficiente e muito importante, mais assertiva. Isto vai economizar tempo e esforço para quem fotografa e vai permitir que sejam alcançados resultados de imensa qualidade, muito mais rapidamente.

A inteligência artificial em fotografia está ainda a ser usada para criar novas formas de arte fotográfica. Ou seja, através de algoritmos profundamente avançados, basta com pedidos escritos ou orais por parte de um utilizador para se gerar imagens artísticas, como pinturas famosas ou fotografias antigas. Isto está a abrir um leque de novas possibilidades criativas,  tanto para artistas como para fotógrafos, permitindo assim uma fusão de diferentes estilos e técnicas.

A recente versão lançada pela Adobe, o Adobe Photoshop lançou os “sininhos” de preocupação neste meio. Questões éticas, de privacidade e mesmo autorais estão a levantar-se e a causar bastante “sururu”. Em tempos de disseminação de informações falsas ou enganosas, esta melhoria tecnológica tem os seus “defeitos”.

No entanto, a inteligência artificial continua a desempenhar um papel extraordinário na evolução da fotografia. Desde as melhorias na qualidade das imagens passando pela automação de tarefas de edição, a inteligência artificial está a tornar a fotografia cada vez mais acessível e criativa. É importante sim, usar estas ferramentas com responsabilidade, considerando as implicações acima mencionadas, de razão ética e de privacidade que as mesmas podem levantar.

É importante ainda destacar que a coexistência entre fotógrafos e a inteligência artificial, não necessita de ser vista como uma competição, mas sim como uma colaboração. Os fotógrafos podem aproveitar as capacidades desta tecnologia para aprimorar seu trabalho, melhorando tarefas e processos técnicos, permitindo assim mais tempo para a criatividade, como aliás já referido acima. A inteligência artificial por sua vez, beneficia também destas orientações humanas para também ela entender e representar emoções e contextos complexos nas imagens a “criar”.

Por fim, o “choque” entre fotógrafos e IA na fotografia, não é sobre quem vence mas sobre como essas duas forças, se podem unir para elevar a qualidade e a diversidade da arte fotográfica. A combinação de “skills” entre o fotógrafo e o uso da tecnologia de IA têm o potencial de elevar a fotografia a novos patamares de excelência e de criatividade. Assim espero, assim esperamos.

14 Setembro, 2023 0 Comments

Máquinas fotográficas Versus Smartphones

Tanto as máquinas fotográficas como os smartphones, são um recurso atual na forma como capturamos momentos e partilhamos as nossas experiências diárias. Ambos têm as suas vantagens e as suas desvantagens, e a escolha entre eles depende muito das nossas necessidades e das nossas preferências individuais.

Para muitos entusiastas da fotografia, como eu, as máquinas fotográficas continuam a ser a escolha principal. A qualidade superior de imagem que oferecem, a forma como as máquinas são projetadas especificamente para capturar fotos e vídeos com detalhes nítidos, cores precisas e uma ampla gama dinâmica, além das opções de objetivas intercambiáveis ​​permitem uma versatilidade incomparável na composição e no nosso estilo de fotografia.

Por outro lado, os telemóveis atuais, mais concretamente os smartphones, têm a vantagem da conveniência. Eles estão sempre à nossa mão, permitindo que capturemos momentos de forma espontânea e sem precisar carregar “um tijolo” de um quilo à parte mais uma mochila com acessórios. A tecnologia das câmaras dos smartphones, têm avançado tecnologicamente  de forma significativa ao longo dos anos, com sensores de alta resolução, multicâmaras, recursos de inteligência artificial para melhorar as fotografias e aplicativos de edição bastante poderosos.

No entanto, tirar fotografias com máquinas fotográficas FULL FRAME, APS-C‘s ou mesmo Bridge‘s, em vez de smartphones, oferece várias vantagens significativas. Aqui estão cinco razões para optar por uma “máquina a sério”, ao invés de um telemóvel com máquina fotográfica:

  1. A qualidade de imagem é superior: As máquinas fotográficas têm sensores maiores, o que resulta em imagens de alta qualidade com uma gama dinâmica mais ampla e melhor desempenho em condições de pouca luz. Isto significa cores mais vibrantes, detalhes mais nítidos e menos ruído nas fotografias, mesmo em ambientes mais desafiantes.
  2. Controlo total sobre as configurações: Com uma máquina fotográfica, temos controlo total sobre principais configurações. A abertura, a velocidade do obturador, o ISO o foco... Isto permite-nos ajustar o nosso cunho enquanto fotógrafos. As criação de imagens ao nosso gosto e de acordo com nossas preferências criativas e as condições específicas do ambiente.
  3. Lentes intercambiáveis: Uma das maiores vantagens das máquinas full frame e aps-c’s, é a capacidade de usar uma ampla variedade de lentes intercambiáveis. Isto permite-nos adaptar configurações a “milhares” de situações, desde fotografia de paisagens a retratos, macro e desporto, proporcionando uma flexibilidade incomparável.
  4. Desfoque de fundo ou segundo plano (bokeh): As câmaras full frame têm uma maior capacidade de criar um desfoque de fundo atraente, o chamado de bokeh, que é altamente desejado principalmente em fotografia de retrato ou fotografia de produto. É uma forma inteligente de destacarmos o nosso sujeito ou primeiro plano, criando imagens mais cativantes, vibrantes e profissionais.
  5. Durabilidade e manuseio: As máquinas fotográficas são construídas para durar e são mais resistentes do que os smartphones. Oferecem-nos um manuseio mais sólido e mais preciso com o resultado de tornar a experiência de fotografia muito mais envolvente.

Em resumo, uma máquina fotográfica oferece uma qualidade de imagem superior, controle criativo, flexibilidade de lentes, capacidade de criar primeiros e segundos planos mais atraentes, assim como uma durabilidade maior. É uma escolha ideal para entusiastas e profissionais que desejam levar sua fotografia a um nível superior em comparação com smartphones. Embora a fotografia de telemóvel seja mais conveniente e útil até em muitas situações, as máquinas fotográficas continuam a ser a escolha preferida quando se procura a melhor qualidade e versatilidade fotográfica. A escolha entre máquinas fotográficas e smartphones depende sempre do propósito e das preferências pessoais do fotógrafo. Se a qualidade de imagem e o controlo das mesmas são prioridades, uma máquina fotográfica dedicada é a escolha óbvia. No entanto, para a maioria das pessoas, os smartphones oferecem uma solução conveniente e capaz de atender às necessidades fotográficas diárias.

 

 

 

19 Junho, 2022 0 Comments

Aplicações web que não exigem a criação de uma conta

Bom para aliviar um pouco esse pensamento, lanço aqui uma solução de aplicações web que não exigem a criação de uma conta ou registo. O nosignup.tools.

30 Dezembro, 2021 0 Comments

Votos para 2022

Votos para 2022 – À medida que a nossa linha do tempo aumenta e ao olhar para o nosso passado, o mesmo, vai ficando preenchido de memórias. É importante mantemos vivas essas nossas memórias. É importante não esquecermos de onde viemos e é igualmente importante não esquecer todos os nossos momentos que nos vão identificando enquanto Ser, para assim continuarmos a edificar o nosso Eu.

 

A breves “instantes” de dar entrada um Novo Ano, anseio que o mesmo seja concretizador de ideias e vontades baseado em convicções como a seriedade e sustentabilidade.

Estes são os votos do vosso amigo, Jorge Nunes