3 Janeiro, 2016 2 Comments

Serra da Safra

A “Serra da Safra” situa-se no centro do País, na região do Pinhal Interior Norte, englobada na Serra da Lousã (espinha dorsal da Península Ibérica e bloco montanhoso mais importante de Portugal, constituindo a sua extremidade Sudoeste e surgindo como o prolongamento da Serra da Estrela e da Serra do Açor), em zona pertencente ao concelho de Castanheira de Pera (ex-freguesia do Coentral).

Esta área montanhosa, está localizada ao longo de uma cumeada com orientação aproximada Norte-Sul e estende-se desde o final do aeródromo do Santo António da Neve para Sul, até se encontrar com a estrada para a aldeia do Camelo. A Safra tem uma cota média na ordem dos 1000m, com um relevo bastante acentuado e complexo, onde predomina o xisto mas também alguns afloramentos de granito.

serra safra

Vertente Sul

É na Serra da Safra que nasce a Ribeira das Quelhas, onde esta nos proporciona fantásticas quedas de água. No inverno, quando a Ribeira das Quelhas enche pratica-se Canyoning. Já no Verão com o caudal mais baixo torna-se o local perfeito para uma passeio e uma ida a banhos.

Cascata Ribeira das Quelhas

 

20 Novembro, 2015 0 Comments

Sprint Enduro 2016 – Castanheira de Pera

Aproxima-se 2016 e uma nova edição do Sprint Enduro a 10 de janeiro. O Sprint Enduro pode-se dizer que em Portugal nasceu em Castanheira de Pera pela mão de alguns amigos do desporto todo o terreno (os sacaninhas) e pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera, tendo como “main sponsor” a Praia das Rocas.

O Sprint Enduro é ligeiramente diferente do Enduro tradicional. É uma prova mais simplificada e aberta tanto a motos de Enduro como também de Motocross. Anualmente, esta prova tem tido entre noventa a cem pilotos quer faça chuva quer faça sol, sendo particularmente interessante para quem quer fazer um bom e puxado treino de pré-época.

Caso queira participar ou conheça alguém que o queira fazer, o acesso à inscrição pode ser feito neste endereço http://trilho-aventura8.webnode.pt/inscricoes/.

10 de janeiro é então um dia a considerar para assistir a este excelente desporto motorizado. Em baixo ficam alguns vídeos de provas anteriores.

21 Outubro, 2015 0 Comments

Poço Corga em Castanheira de Pera

A Praia Fluvial do Poço Corga, ou simplesmente Poço Corga é um local que não é fácil de adjetivar a não ser que se faça a devida deslocação para pessoalmente poder adquirir uma opinião. Este local fica a meio de um vale na vertente sul da Serra da Lousã, a cerca de 5km da Vila de Castanheira de Pera. Neste vale “corre” a Ribeira de Pera, união das Ribeiras das Quelhas, do Coentral e do Cavalete, futuramente falarei de cada uma delas. É então a Ribeira de Pera que alimenta esta Praia Fluvial, e que nos meses do verão refresca milhares de visitantes.

O Poço Corga é uma Praia acessível a todos, com casas de banho e bar por perto assim como um Carvalhal centenário para merendar. Existe um antigo lagar transformado em espaço museu assim como um Parque de Campismo. Para chegar a esta praia basta uma deslocação de cerca de cinco minutos após a chegada a Castanheira de Pera em direção à serra. Chegar é bastante fácil portanto. De realçar que nada neste local seria possível sem a qualidade das águas, que durante todo o ano tem um caudal considerável.

Carvalhal Poço Corga
O Poço Corga no Inverno
Nesta altura do ano a tranquilidade já conhecida do verão, atinge níveis quiméricos. É absolutamente imperioso parar, olhar em volta e voltar a parar. É possível fazer pequenos percursos circulares ou tentar estender ao longo da ribeira uma caminhada pelos antigos caminhos de rega ainda existentes. A flora existente, a diversidade de luz é um atrativo sempre constante, daí uma visita nesta época do ano é algo a não colocar de parte e se for amante de fotografia de certo que irá conseguir obter fotografias com resultados muito interessantes.


Fotografia 1: Poço Corga Outonal
Fotografia 2: Carvalhal Centenário
Fotografia 3: Panorama geral da Praia Fluvial no verão

11 Outubro, 2015 5 Comments

As Casas dos Guardas Florestais

Hoje os guardas florestais incorporados na Guarda Nacional Republicana, também com a relevância que lhe é devida e merecida, deixaram de dar um uso pleno a estas casas.
Mais de um milhar destas edificações espalhadas de norte a sul com o objetivo de acolher, não apenas o Guarda Florestal mas também a sua família, foram construídas no auge da exploração florestal e quando esta constituiu uma prioridade económica do Estado há várias décadas atrás.

 

Eram em locais estratégicos nas matas nacionais, que estas habitações eram construídas. Não se confinavam apenas à habitação em si, mas tinham também acesso a muita água e algum terreno de cultivo assim como pequenos anexos para criação de galinhas, coelhos ou porcos. Isto apesar da maioria das vezes as localizações serem longe das ideais para este efeito. Mas arranjar meios de alguma subsistência era primordial e aqui tanto o Guarda, como a Esposa e os Filhos tinham um papel fundamental.

 

Olhando agora para a figura do Guarda Florestal do antigamente, este fazia da fiscalização a sua atividade, percorrendo uma determinada área denominada de Cantão. O Guarda Florestal era um conhecedor nato de toda a área florestal à sua responsabilidade e temido por todos, principalmente dos que prevaricavam.
Desde a gestão nas épocas da caça e pesca, à simples autorização de um corte de uma árvore ou mato para os animais, este era o trabalho do Guarda Florestal. Neste tempo, a fiscalização era feita a pé, os guardas eram pessoas respeitadas mas também eles de poucas posses, logo com alguma sensibilidade para a extrema pobreza da época. Acabavam muitas vezes, apesar de sujeitos a ordens superiores, de fechar os olhos a uma ou outra árvore que se cortava ou já estaria seca por uma trovoada e deixavam que os populares de aldeias localizadas em locais também eles inóspitos, as levassem. Os Invernos eram rigorosos e as casas bastante frias, a maioria sem lareiras apenas com braseiras e o… pobre do fumeiro logo por baixo da telha serrana.

 

As Casas dos Guardas Florestais são autênticos museus vivos da figura do Guarda Florestal que hoje os mais novos já vão desconhecendo. Umas vendidas outras perdidas pelos montes e dada a malfadada desertificação, estão sujeitas a todo o energúmeno que gosta de destruir o património de todos nós. São cada vez mais as ruínas e as histórias que vão sobrando, sendo que o meu avô ainda hoje me vai contando algumas. Talvez chegue o dia, em que todas histórias de tanto serem contadas, se tornem lendas.

Casa do Guarda no Figueiredo
Fotografia 1: Casa do Guarda das Hortas
Fotografia 2: Casa do Guarda do Figueiredo,
nome do último Guarda que habitou nesta casa