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6 Outubro, 2018 0 Comments

A evolução por meio de seleção natural

Em Setembro e até Novembro são o momento mais assertivo para observar o comportamento dos veados em estado selvagem, pois coincide com a sua época de acasalamento, o Brama.

Para mim, o tempo nem tem sido muito neste ano de 2018. É nesta altura do ano que os veados procuram constituir haréns e defendê-los dos restantes machos. As incursões têm sido poucas, no entanto em tempo de Brama na Serra da Lousã, já pude verificar baixas. Na imagem um veado em algum estado de decomposição, muito provavelmente ferido após lutas com outro ou outros machos a fim de fixar território para acasalamento.

Ora este, apesar de triste, é também parte de um processo proposto por Charles Darwin, ou seja A teoria da evolução por seleção natural.

O conceito básico de seleção natural é que características favoráveis que são hereditárias tornam-se mais comuns em gerações sucessivas de uma população de organismos que se reproduzem, e que características desfavoráveis que são hereditárias tornam-se menos comuns. A seleção natural age no fenótipo, ou nas características observáveis de um organismo, de tal forma que indivíduos com fenótipos favoráveis têm mais chances de sobreviver e se reproduzir do que aqueles com fenótipos menos favoráveis. Gradativamente, desenvolveu-se a ideia de pluralidade de espécies existentes sendo obtido a partir do processo evolutivo, onde a seleção natural priorizava algumas variações intraespecífica por meio da luta por sobrevivência do mais apto.
in wikipédia

A fim de também haver um “controlo de populações”, o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), um organismo em minha opinião totalmente obsoleto, autoriza que estes animais sejam “caçados” pelos hUMANOS sem qualquer tipo de regra, em qualquer altura do ano, regendo-se apenas o fator sorte/azar. Não interessa a Selecção Natural, não há qualquer estudo sobre as populações e o tipo de populações nas áreas de caça a uma atividade que chamam de cinegética.
Ensinamos os nossos jovens a fazer os TPC’s, mas os nossos institutos passam facilmente por cima deste conceito básico. Sou capaz de afirmar que é mais fácil obter uma licença para uma caçada deste tipo do que para uma prova federada de atletismo ou motociclismo para o mesmo território.

Apenas para terminar.
Espero continuar a ser seguro andar pela Serra da Lousã, sem ouvir tiros de uma qualquer carabina ao perto, já que também aqui a sinalização sobre estas atividades licenciadas são… nulas.

 

4 Março, 2017 0 Comments

O simples cair da neve

Estes são os momentos pelos quais em caminhada se tornam difíceis de esquecer. O simples cair da neve.
Com uma máquina fotográfica na mão garanto-vos, é tão ou mais emocionante que fazer a cobertura de um qualquer evento desportivo. Em períodos curtíssimos de tempo tanto a intensidade da neve, como a intensidade da Luz variam de tal forma que, fotografar os elementos à nossa volta dentro e fora das “leis da fotografia” se tornam uma anarquia aliciante.

Em baixo segue um pequeno excerto em vídeo do que no terreno acontece para tal obtenção de imagens. Por vezes a queda abrupta de neve é bastante notória.

Um abraço a todos, e boas visitas à neve se possível.



 

18 Dezembro, 2016 0 Comments

A Ribeira de Pera | Apontamentos

Castanheira de Pera localizada no sopé sul da Serra da Lousã, tem ao longo de gerações retirado da Ribeira de Pera um enorme alavanco para o seu desenvolvimento. A Ribeira de Pera na fase inicial do seu percurso é a junção de outros percursos de água, entre eles a Ribeira das Quelhas, do Coentral e do Cavalete, estes os mais conhecidos.
Dizia eu que a Ribeira de Pera foi, é, e provavelmente continuará a ser o grande motor alavancador de Castanheira de Pera. Primeiramente na agricultura de subsistência, depois já no século passado com os lanifícios, o emprego e a chegada a Concelho, tornando Castanheira no terceiro pólo do país, logo a seguir a Covilhã e Gouveia ambos territórios da Serra da Estrela. Depois claro está, com o fecho da maioria das fábricas espalhadas pelo Concelho, com os motivos a serem diversos desde o simples encerrar devido à idade avançada dos empresários, passando pelas dificuldades em manter níveis competitivos, quer em preço quer em qualidade. Situa-se aqui a grande maioria das situações, contudo ainda existe e recomenda-se indústria de lanifícios em Castanheira de Pera.

Atualmente o percurso da Ribeira de Pera, cruza-se e banha a Praia das Rocas, projecto que foi inaugurado em 2005 e que o sucesso a todos se escusa de referir.

A multifacetada Ribeira de Pera tem sido então “A Causa” para o desenvolvimento de Castanheira de Pera, poderemos retirar ainda mais deste “ouro” que corre pela montanha ? Sim. Não é necessário inventar nada, apenas a capacidade de criar condições para vários fins, sabendo que em tudo a palavra chave é a capacidade para se gerar postos de trabalho colocando o meio ambiente como prioritário para a sua não deterioração.
Falei em palavra chave para o desenvolvimento, o emprego.

É na Ribeira de Pera, em todo o vale de Norte a Sul que perfaz este Concelho, com estas gentes, que se deve continuar a apostar, em âmbitos diversificados e em todas as dimensões desde que palpáveis do ponto de vista de exequibilidade.

Ficam alguns olhares, muito meus, com muito conhecimento mas acima de tudo com muito contexto. Fica a partilha. Obrigado desde já por lerem este meu apontamento.

 

Poço Corga no Inverno

Ribeira de Pera em Sarnadas

Poço de Pedra | Ponte de Pedra

Poço Veras

Praia das Rocas

 

26 Outubro, 2016 0 Comments

X Feira de Rua da Castanha, do Mel e Artesanato

É já no fim de semana de 29 e 30 de outubro que se realiza mais uma Feira de Rua da Castanha, do Mel e Artesanato no Coentral, será a décima edição. Sobre este certame já falei numa publicação feita no ano passado, que pode ser lida aqui, faço apenas o convite para uma visita a esta terra que será sempre a minha terra e que nunca me canso de falar dela e de a divulgar. Pessoalmente participarei com alguns trabalhos fotográficos expostos na antiga escola primária, pelo que convido no sábado a passarem por lá e já agora, verem também outros trabalhos feitos por colegas.
Cumprimentos e um abraço,
Jorge Nunes

 

3 Abril, 2016 0 Comments

Chegar lá, estar lá !

Chegar lá, estar lá.

É tal e qual o que quer dizer na sua definição. Este pequeno vídeo realça bem por vezes as dificuldades e os proveitos de tentar obter uma fotografia na hora certa, no local certo. Estas imagens foram obtidas na Ribeira das Quelhas num dia de bastante chuva. O abrigo foram umas rochas na proximidade, fazendo com que o barulho da chuva seja único e genuíno. Deixe-se ouvir …

 

19 Fevereiro, 2016 0 Comments

Neve voltou ao Cabeço do Pereiro

Pela terceira semana do mês de fevereiro a neve voltou ao Cabeço do Pereiro, mais conhecido por Santo António da Neve. Nevou com alguma intensidade durante alguns dias de diferença mas a chuva impediu uma maior formação de camada de neve.
A história deste local já todos a conhecem, ficam as imagens para memória futura, que serão sempre únicas como que de uma impressão digital se tratasse.

santo-antonio-da-neve-joshua-tree

Santo António da Neve

Poço da Neve em Cabeço do Pereiro

Poço da Neve em Cabeço do Pereiro

 

3 Janeiro, 2016 0 Comments

Serra da Safra

A “Serra da Safra” situa-se no centro do País, na região do Pinhal Interior Norte, englobada na Serra da Lousã (espinha dorsal da Península Ibérica e bloco montanhoso mais importante de Portugal, constituindo a sua extremidade Sudoeste e surgindo como o prolongamento da Serra da Estrela e da Serra do Açor), em zona pertencente ao concelho de Castanheira de Pera (ex-freguesia do Coentral).

Esta área montanhosa, está localizada ao longo de uma cumeada com orientação aproximada Norte-Sul e estende-se desde o final do aeródromo do Santo António da Neve para Sul, até se encontrar com a estrada para a aldeia do Camelo. A Safra tem uma cota média na ordem dos 1000m, com um relevo bastante acentuado e complexo, onde predomina o xisto mas também alguns afloramentos de granito.

serra safra

Vertente Sul

É na Serra da Safra que nasce a Ribeira das Quelhas, onde esta nos proporciona fantásticas quedas de água. No inverno, quando a Ribeira das Quelhas enche pratica-se Canyoning. Já no Verão com o caudal mais baixo torna-se o local perfeito para uma passeio e uma ida a banhos.

Cascata Ribeira das Quelhas

 

 

21 Outubro, 2015 0 Comments

Poço Corga em Castanheira de Pera

A Praia Fluvial do Poço Corga, ou simplesmente Poço Corga é um local que não é fácil de adjectivar a não ser que se faça a devida deslocação para pessoalmente poder adquirir uma opinião. Este local fica a meio de um vale na vertente sul da Serra da Lousã, a cerca de 5km da Vila de Castanheira de Pera. Neste vale “corre” a Ribeira de Pera, união das Ribeiras das Quelhas, do Coentral e do Cavalete, futuramente falarei de cada uma delas. É então a Ribeira de Pera que alimenta esta Praia Fluvial, e que nos meses do verão refresca milhares de visitantes.

O Poço Corga é uma Praia acessível a todos, com casas de banho e bar por perto assim como um Carvalhal centenário para merendar. Existe um antigo lagar transformado em espaço museu assim como um Parque de Campismo. Para chegar a esta praia basta uma deslocação de cerca de cinco minutos após a chegada a Castanheira de Pera em direcção à serra. Chegar é bastante fácil portanto. De realçar que nada neste local seria possível sem a qualidade das águas, que durante todo o ano tem um caudal considerável.

Carvalhal Poço Corga

O Poço Corga no Inverno
Nesta altura do ano a tranquilidade já conhecida do verão, atinge níveis quiméricos. É absolutamente imperioso parar, olhar em volta e voltar a parar. É possível fazer pequenos percursos circulares ou tentar estender ao longo da ribeira uma caminhada pelos antigos caminhos de rega ainda existentes. A flora existente, a diversidade de luz é um atractivo sempre constante, daí uma visita nesta época do ano é algo a não colocar de parte e se for amante de fotografia de certo que irá conseguir obter fotografias com resultados muito interessantes.

Fotografia 1: Poço Corga Outonal
Fotografia 2: Carvalhal Centenário
Fotografia 3: Panorama geral da Praia Fluvial no verão

 

11 Outubro, 2015 4 Comments

As Casas dos Guardas Florestais

Hoje os guardas florestais incorporados na Guarda Nacional Republicana, também com a relevância que lhe é devida e merecida, deixaram de dar um uso pleno a estas casas.
Mais de um milhar destas edificações espalhadas de norte a sul com o objectivo de acolher, não apenas o Guarda Florestal mas também a sua família, foram construídas no auge da exploração florestal e quando esta constituiu uma prioridade económica do Estado há várias décadas atrás.

Eram em locais estratégicos nas matas nacionais, que estas habitações eram construídas. Não se confinavam apenas à habitação em si, mas tinham também acesso a muita água e algum terreno de cultivo assim como pequenos anexos para criação de galinhas, coelhos ou porcos. Isto apesar da maioria das vezes as localizações serem longe das ideais para este efeito. Mas arranjar meios de alguma subsistência era primordial e aqui tanto o Guarda, como a Esposa e os Filhos tinham um papel fundamental.

Olhando agora para a figura do Guarda Florestal do antigamente, este fazia da fiscalização a sua actividade, percorrendo uma determinada área denominada de Cantão. O Guarda Florestal era um conhecedor nato de toda a área florestal à sua responsabilidade e temido por todos, principalmente dos que prevaricavam.
Desde a gestão nas épocas da caça e pesca, à simples autorização de um corte de uma árvore ou mato para os animais, este era o trabalho do Guarda Florestal. Neste tempo, a fiscalização era feita a pé, os guardas eram pessoas respeitadas mas também eles de poucas posses, logo com alguma sensibilidade para a extrema pobreza da época. Acabavam muitas vezes, apesar de sujeitos a ordens superiores, de fechar os olhos a uma ou outra árvore que se cortava ou já estaria seca por uma trovoada e deixavam que os populares de aldeias localizadas em locais também eles inóspitos, as levassem. Os Invernos eram rigorosos e as casas bastante frias, a maioria sem lareiras apenas com braseiras e o… pobre do fumeiro logo por baixo da telha serrana.

As Casas dos Guardas Florestais são autênticos museus vivos da figura do Guarda Florestal que hoje os mais novos já vão desconhecendo. Umas vendidas outras perdidas pelos montes e dada a malfadada desertificação, estão sujeitas a todo o energúmero que gosta de destruir o património de todos nós. São cada vez mais as ruínas e as histórias que vão sobrando, sendo que o meu avô ainda hoje me vai contando algumas. Talvez chegue o dia, em que todas histórias de tanto serem contadas, se tornem lendas.

Casa do Guarda no Figueiredo
Fotografia 1: Casa do Guarda das Hortas
Fotografia 2: Casa do Guarda do Figueiredo,
nome do último Guarda que habitou nesta casa

 

 

2 Outubro, 2015 0 Comments

Contemplar a Brama na Serra da Lousã

A BRAMA
A Brama do Veado (Cervus elaphus), ocorre no final do verão início de outono. Pelas encostas de toda a Serra da Lousã são audíveis longos e fortes bramidos destes majestosos animais. A altura do dia indicada para uma melhor observação deste espectáculo é durante a manhã e final da tarde, sendo que pela noite a actividade é também ela bastante intensa.
A Brama é no fundo a época de acasalamento desta espécie. Os bramidos têm a ver com uma procura do domínio das melhores zonas, intimidando a concorrência e ao mesmo tempo as zonas que terão um bom número de fêmeas. Pode haver confronto físico através das suas hastes, sendo que este é um cenário muito pouco provável. Esta procura e domínio do território duram vários dias, até que algum grupo de fêmeas fique receptiva à cópula.
Brama Serra da Lousã

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
O Veado terá sido “extinto” nesta zona pela ocupação humana, mas foi entre 1995 e 1999 que voltou a ser reintroduzido com cerca de 100 animais. Hoje estimam-se que sejam cerca de 900 a deambular pela Serra da Lousã.
O controlo da espécie, dado que não há predadores naturais é feito através da caça, sendo a
caça ilegal um dos maiores problemas, ainda para mais nesta época do ano. Por outro lado, temos a destruição de pequenas culturas nas aldeias e esse é outro problema, o habitual “choque” entre os humanos e os animais.

Veado Serra da Lousã
FOTOGRAFAR
Conseguir fotografar estes imponentes animais em estado selvagem, e a titulo pessoal não gosto que se utilize o termo “Caça Fotográfica”, como por aqui e por ali vou lendo, é algo arrebatador. Esta altura do ano por si só é um convite perfeito para o almejar.
Recomendo que se leve para além do equipamento e vestuário adequado, uma boa dose de boa disposição. Respeitem obviamente toda a natureza que vos rodeia durante a caminhada, o silêncio é primordial assim como a, paciência.