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23 Maio, 2017 0 Comments

Eles também voam – Rali de Portugal 2017

O mês de maio é normalmente acompanhado por variadíssimos acontecimentos. O Rali de Portugal de Portugal é um deles e é sobre ele que irei desbravar algumas palavras.
As maiores novidades para 2017 no Campeonato Mundial de Ralis, são carros mais leves em cerca de 25kg e um motor que apesar de manter os 1.600 cm3, com um turbocompressor e uma wastegate calibrada para fornecer um máximo de 2,5 bar, muda o restritor. Até aqui, este tinha um diâmetro de 33 mm e passa a ter 36 mm, o que permite ao motor respirar melhor, obtendo mais ar, mais gasolina, logo mais potência. Falamos portanto de uma evolução de potência na ordem dos 80Cv. Dos anteriores de cerca de 300Cv, para os 380Cv. Por esta via, os carros apresentam uma aerodinâmica mais robusta, tornando-se muito mais bonitos.

Passando da teoria para a prática, a verdade é que os dois pilotos mais rápidos da primeira classificativa do Rali de Portugal, disputada no circuito de Lousada, tiraram mais de quatro segundos ao melhor tempo alcançado em 2016. O tempo do campeão do mundo Sébastien Ogier, o mais rápido em 2016, com o tempo de 2.41,1 minutos, então ao volante de um Volkswagen Polo, foi superado por Mads Ostberg, em Ford Fiesta WRC, e Thierry Neuville, em Hyundai I20 WRC, que completaram os 3,36 quilómetros da primeira classificativa em exactos 2.36,6 minutos.

O PRIMEIRO CONTATO – BRAGA STREET STAGE

Após o sucesso do Porto Street Stage no ano passado, o Street Stage mudou para Braga. 180 mil pessoas assistiram a este percurso de 1,9 quilómetros no centro de Braga. Aqui já cheirei o combustível e a borracha. Já ouvi estas poderosas máquinas a cerca de dois metros de distância. Percurso muito estreito e técnico, belas acelerações em recta e travagens duras já demonstravam o poderio das máquinas. Por falar em máquinas, em Braga já deu para tirar o gosto ao dedo… da Nikon.

VIEIRA DO MINHO – AGRADÁVEL SURPRESA

Chegámos a Vieira do Minho por volta da meia noite. O acesso à classificativa só abria às 04h00 da madrugada sendo que esta foi a primeira de muitas novidades. Nunca tinha encontrado uma janela de acesso à classificativa desta forma. Encerramento dos das 17h até às 04 da madrugada. Sem problema, 03h50 e começamos a subir. Cerca de 8km, o primeiro quilómetro em pedrado, depois totalmente por estrada de terra batida até ficarmos a cerca de 100m da passagem dos carros. Foi comer alguma coisa e “passar pelas brasas” alguns minutos.
9h08 era o horário de arranque do primeiro carro. Escolher então o melhor lugar, “pré-programar” as máquinas fotográficas era prioritário.

Primeira passagem, a adrenalina sobe. Era a hora do enquadramento perfeito, da focagem perfeita. Muita responsabilidade debaixo de uma temperatura a começar a subir. Valeu o creme protector.

Como já tinha abordado mais em cima, o barulho dos carros este ano é elucidativo da sua potência. Um ronco bem maior em que notamos claramente toda a potência a ser passada para a tracção integral dos carros. Fantástica esta evolução / revolução, sendo que a salvaguarda dos pilotos parece estar assegurada no habitáculo do carro.
Depois de visitar o Marão em anos anteriores, Vieira do Minho mostrou ser uma excelente opção numa classificativa nota dez de dez. Primeiro o público que se mostrou à altura das suas responsabilidades. Depois o desenho natural da classificativa, claramente propício à pratica da modalidade. Uma envolvência natural ímpar, com o Gerês logo ali ao lado.

Termino, deixando um muito obrigado a todos os que leram este testemunho. FANTÁSTICO RALI DE PORTUGAL, foi o possível da minha parte mais uma vez, mas foi inesquecível como espero que comprovem as fotografias que vos deixo.
Todas as fotos estão disponíveis para venda online ou impressão.

Clique na Imagem para abrir o álbum


Mais informações e preços através do já habitual formulário de contato.

 

14 Fevereiro, 2016 0 Comments

Markku Alén, o finlandês voador regressou a Arganil

Instalada no edifício da antiga Cerâmica Arganilense entretanto recuperada, a exposição “Arganil – Capital do Rally” contou com a presença de Markku Alén, o finlandês voador nos dias 13 e 14 de Fevereiro. A possibilidade de interagir com um dos maiores ícones do desporto motorizado em Portugal, mobilizou uma forte adesão dos aficionados dos Ralis, recordo que Alén venceu cinco Ralis de Portugal.

Ainda uma ressalva quanto ao espaço onde a exposição se encontra, o edifício da antiga Cerâmica Arganilense. Extraordinário espaço e um exemplo de como transformar algo, com inteligência, criatividade e brilhantismo.

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Pessoalmente, o meu piloto de eleição foi um outro Finlandês de nome Juha Kankkunen. Ambos “correram” na mesma equipa, a Lancia entre 1987-90. Acho que todos os amantes desta modalidade se recordam do carro perfeito que era o Lancia Delta Integralle e o espectáculo que dava. Era um carro bastante equilibrado e fiável para o tipo de ralis mais endurance de então. Foi considerado pelo programa Top Gear, o melhor carro alguma vez construído.

Voltando a Markku Alén, recordo-me de o ver na linha de partida em troços como o de Castanheira de Pera – Lousã, Lousã-Relvas ou mesmo em Góis. Pena nessa altura os telemóveis não terem câmara fotográfica. Esperem, nem havia telemóveis, enfim como o tempo passou.
Nesta altura o Rali de Portugal era misto, com longas classificativas e chegou a ter algumas noturnas. Nos primeiros dias de prova era em asfalto e depois em terra batida, sendo que nessa época o Rali percorria praticamente o Norte e Centro em seis dias de prova efectiva.

Talvez um de dois episódios mais falados que envolvem Alén em Portugal foi a famosa perda de uma roda dianteira do seu Fiat 131 Abarth em Sintra em 1981 e que apesar de tudo levou a uma fantástica recuperação nesse Rali. Pode-se ver aqui a reportagem sobre esse “tesouro histórico”.
A outra, mencionada até por diversas vezes na tertúlia com Alén em Arganil, foi o milagre dos 4 minutos um ano antes.  Alén perde quatro minutos e 40 segundos para Walter Rohrl que faz um tempo canhão num dia de nevoeiro completamente cerrado, valendo-lhe o facto de algumas horas antes ainda no hotel e antes de adormecer, ter percorrido mentalmente os 42km da classificativa, acabando assim com todas as esperanças de Alén vencer o Rali nesse ano.
Markku Alén foi também um dos privilegiados que guiou na Era dos famosos grupo B, o Lancia 037.

 

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Lancia Delta Integralle

Markku Alén nasceu em Helsínquia, em 1951 e foi um dos pilotos da Finlândia que mais personificou o termo finlandês voador. Markku Alén que cito, “Pilotar um carro de ralis só faz sentido se for em máximo ataque. Para andar a 90%, cauteloso, e ficar em 10.º ou 11.º, mais vale ficar em casa. Tens que andar a 110%. Ou capotas, ou ganhas, mas serás sempre lembrado” ficou para sempre reconhecido como o “Maximum attack”.
Alén nunca foi campeão do mundo de ralis. Este título começou a ser atribuído oficialmente em 1979 e Alén ganhou  a antecessora do Mundial WRC, a Taça FIA no ano antes em 1978. Apesar de tudo Alén é reconhecido  como um dos melhores pilotos de sempre no mundo da história dos ralis.

Fonte: Wikipedia

Markku-Alen-Arganil

Markku Alén

Lancia 037

ford-rs200-arganil

Ford RS 200

renault-4l-arganil

Renault 4L