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19 Agosto, 2020 0 Comments

Dia Mundial da Fotografia 2020: Imagens para a eternidade!

Hoje, quarta-feira dia 19 de agosto, é comemorado o Dia Mundial da Fotografia. Imagens que passaram a ficar para a eternidade num dos instrumentos mais …

 

4 Março, 2017 0 Comments

O simples cair da neve

Estes são os momentos pelos quais em caminhada se tornam difíceis de esquecer. O simples cair da neve.
Com uma máquina fotográfica na mão garanto-vos, é tão ou mais emocionante que fazer a cobertura de um qualquer evento desportivo. Em períodos curtíssimos de tempo tanto a intensidade da neve, como a intensidade da Luz variam de tal forma que, fotografar os elementos à nossa volta dentro e fora das “leis da fotografia” se tornam uma anarquia aliciante.

Em baixo segue um pequeno excerto em vídeo do que no terreno acontece para tal obtenção de imagens. Por vezes a queda abrupta de neve é bastante notória.

Um abraço a todos, e boas visitas à neve se possível.



 

18 Fevereiro, 2017 1 Comment

O último Guardião do 42.1

O último Guardião do 42.1, o meu Avô.
42.1 é o Indicativo, o código de identificação do Posto de Vigia do Cabeço do Pereiro mais conhecido por Santo António da Neve. Instalado a 1193 metros de altitude começou a sua operacionalidade na forma como o conhecemos hoje no longínquo ano de 1971, segundo a Direcção Geral das Florestas. Segundo o meu avô, este começou a trabalhar em 1969 mas numa “barraca”, sim “barraca” e por lá esteve alguns anos, cerca de cinco ou seis, até à construção que hoje conhecemos. Em termos de datas, estas não são então muito precisas.

Nessa época até 1996, o posto de vigia funcionava durante todo o ano pois era necessário transmitir mensagens de ambos os lados da Serra, e sem repetidores automatizados sem a tecnologia que hoje em dia abunda, eram necessário meios humanos. O meu avô.

Como se deve calcular, trabalhar a quase 1200m de altitude não é fácil. Ainda hoje não o é. A grande diferença é que naquela época escasseava o aquecimento. Havia a hipótese do gás, que chegava de quando em vez para remediar. Os rádios funcionavam com baterias porque a rede de electricidade era ainda uma miragem. Inicialmente, miragem era também a estrada para o Santo António via Coentral, sendo o único acesso via Trevim. Dizer ainda que inicialmente a ida para o trabalho era feito a pé pelos caminhos de então, a motorizada veio alguns anos depois.

Fonte: Direcção Geral das Florestas – 1999

Frequentava eu a escola primária do Coentral em 1988, são estas as minhas primeiras recordações. Fosse qual fosse a época do ano, lá vinha o meu avô ao final do dia a passar ao fundo da escola, descendo a estrada de terra batida para o Coentral na sua Macal. Sim, nesta altura já havia estrada do Coentral para o Santo António.

Alguns dos que estão certamente a ler este texto, conhecem o meu avô. Por lá, somente no verão passaram dezenas de jovens e menos jovens que o acompanharam na missão de descobrir o mais rapidamente focos de incêndios florestais. Desde o Coentral, Castanheira de Pera, Lousã, Poiares, Miranda do Corvo e até Coimbra. De todas estas localizações por lá passaram os “vigias”.
Eu ainda lá fui um dia ou outro nas férias, verão ou inverno, mas o meu tio Francisco que já não se encontra entre nós, e o meu tio/padrinho Anselmo, que ingressou mais tarde nos Serviços Florestais como Guarda Florestal também por lá passaram. Haverão por aí muitas histórias por contar desse tempo, desse saudoso tempo.

Ao longe… 2006

Hoje o 42.1 ainda está em funcionamento, mas apenas no verão. É assim desde que o meu avô se aposentou. É ele então o “Último Guardião do 42.1”.

Mas quem é o meu avô afinal?
Chama-se Américo Bernardo, é natural da aldeia do Candal, Concelho da Lousã, nascido a 10 de maio de 1937.

Américo Bernardo e esposa Sílvia Lopes recentemente no 42.1 *A primeira vez desde a aposentação

 

26 Outubro, 2016 0 Comments

X Feira de Rua da Castanha, do Mel e Artesanato

É já no fim de semana de 29 e 30 de outubro que se realiza mais uma Feira de Rua da Castanha, do Mel e Artesanato no Coentral, será a décima edição. Sobre este certame já falei numa publicação feita no ano passado, que pode ser lida aqui, faço apenas o convite para uma visita a esta terra que será sempre a minha terra e que nunca me canso de falar dela e de a divulgar. Pessoalmente participarei com alguns trabalhos fotográficos expostos na antiga escola primária, pelo que convido no sábado a passarem por lá e já agora, verem também outros trabalhos feitos por colegas.
Cumprimentos e um abraço,
Jorge Nunes

 

3 Abril, 2016 0 Comments

Chegar lá, estar lá !

Chegar lá, estar lá.

É tal e qual o que quer dizer na sua definição. Este pequeno vídeo realça bem por vezes as dificuldades e os proveitos de tentar obter uma fotografia na hora certa, no local certo. Estas imagens foram obtidas na Ribeira das Quelhas num dia de bastante chuva. O abrigo foram umas rochas na proximidade, fazendo com que o barulho da chuva seja único e genuíno. Deixe-se ouvir …

 

19 Fevereiro, 2016 0 Comments

Neve voltou ao Cabeço do Pereiro

Pela terceira semana do mês de fevereiro a neve voltou ao Cabeço do Pereiro, mais conhecido por Santo António da Neve. Nevou com alguma intensidade durante alguns dias de diferença mas a chuva impediu uma maior formação de camada de neve.
A história deste local já todos a conhecem, ficam as imagens para memória futura, que serão sempre únicas como que de uma impressão digital se tratasse.

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Santo António da Neve

Poço da Neve em Cabeço do Pereiro

Poço da Neve em Cabeço do Pereiro

 

3 Janeiro, 2016 2 Comments

Serra da Safra

A “Serra da Safra” situa-se no centro do País, na região do Pinhal Interior Norte, englobada na Serra da Lousã (espinha dorsal da Península Ibérica e bloco montanhoso mais importante de Portugal, constituindo a sua extremidade Sudoeste e surgindo como o prolongamento da Serra da Estrela e da Serra do Açor), em zona pertencente ao concelho de Castanheira de Pera (ex-freguesia do Coentral).

Esta área montanhosa, está localizada ao longo de uma cumeada com orientação aproximada Norte-Sul e estende-se desde o final do aeródromo do Santo António da Neve para Sul, até se encontrar com a estrada para a aldeia do Camelo. A Safra tem uma cota média na ordem dos 1000m, com um relevo bastante acentuado e complexo, onde predomina o xisto mas também alguns afloramentos de granito.

serra safra

Vertente Sul

É na Serra da Safra que nasce a Ribeira das Quelhas, onde esta nos proporciona fantásticas quedas de água. No inverno, quando a Ribeira das Quelhas enche pratica-se Canyoning. Já no Verão com o caudal mais baixo torna-se o local perfeito para uma passeio e uma ida a banhos.

Cascata Ribeira das Quelhas

 

 

13 Novembro, 2015 0 Comments

“Pensando em Ti” de Silvério Nevado

“Pensando em ti” é mais uma obra de um Coentralense, embora esta infelizmente a título póstumo. Trata-se de um livro de poesia de Silvério Nevado com diversas temáticas a maioria delas, sobre a sua terra o Coentral. Embora nascido em Foz Côa, foi no Coentral que casou e passou grande parte da sua vida. Pai de um grande amigo, tenho algumas recordações, uma delas era ver a carrinha Toyota Corolla azul penso não estar enganado na marca, carregada de mercearia quando tinha ainda o café Os Neveiros no Coentral, vinda da Serra do lado da Lousã.

Quanto a este livro, “nasceu” da iniciativa dos Compartes dos Baldios do Coentral e teve em Jorge Bento e Bruno Simões uma energia fundamental para que fosse possível a sua concretização. A transcrição do papel e a própria paginação do livro a eles se devem. Também pude participar neste projecto, embora de forma mínima com a cedência da fotografia da Capa, no qual o fiz com enormíssimo prazer.

“Pensando em ti”, está à venda no Café Os Neveiros no Coentral Grande.

 

26 Outubro, 2015 0 Comments

IX Feira de Rua da Castanha, do Mel e Artesanato no Coentral

É já nos dias 7 e 8 de Novembro que se realiza a IX Feira de Rua da Castanha, do Mel e Artesanato no Coentral com a organização da União de Freguesias.
Esta é daquelas feiras em que não se almeja o “comercial”, como outras. Esta é sim uma festa terra-à-terra, das gentes de uma aldeia bem cravada na Serra da Lousã com costumes e com muita história e “estórias” para contar.

Fazendo um apontamento mais pessoal, ter o privilégio de conseguir captar um momento, um olhar, uma singularidade e poder partilhar convosco através da imagem do cartaz é algo que me enche de orgulho, podem crer, afinal sou Coentralense, sempre!

Estou convicto que aqui, nesta feira e não só, se podem criar condições para novas oportunidades e novas aventuras como o lançamento de um livro do Jorge Bento no ano passado. Uma fantástica recolha de recortes noticiosos e na qual lhe agradeço o facto de ter encontrado um magnífico tesourinho sobre o baptizado do meu Pai.

Na Feira deste ano, e porque no cartaz encontram lá toda a agenda, queria aqui dar o devido destaque a um facto e apesar de infelizmente já não podermos contar com a sua presença em vida, o lançamento de um livro com versos de Silvério Nevado intitulado “Pensando em ti”. Pelas 16h de sábado no edifício da antiga Junta de Freguesia, mais uma obra literária de um Coentralense é lançada. Termino deixando o convite para marcarem presença nesta apresentação deste livro e também nos dois dias de Feira.
Ficam em baixo algumas imagens da Feira de Rua do ano passado.
Um abraço,

Feira-Rua-Coentral-2014-3

Feira de Rua 2014

Feira-Rua-Coentral-2014-2

Feira de Rua 2014 – Noite (Baile)

Feira-Rua-Coentral-2014-1

Feira de Rua 2014 – Exposição de Fotografia

 

 

30 Setembro, 2015 0 Comments

Elementos: História Versus Progresso

Continua a proliferação de novos Parques Eólicos por terras de Portugal. A foto que utilizo para ilustrar este artigo situa-se no Cabeço do Pereiro, mais conhecido por Santo António… da Neve. Este local icónico, num dos pontos mais altos da Serra da Lousã, pertence ao Concelho de Castanheira de Pera e tem uma história incalculável.
Fazendo um compêndio, era neste local que há mais de 200 anos era recolhida neve no inverno para os sete Poços existentes na altura, sendo que agora existem apenas três estando classificados como Imóveis de Interesse Público desde 1986. Também a Capela, que se vê na fotografia edificada exactamente duzentos anos antes, 1786 está classificada de Imóvel de Interesse Público. Da neve recolhida no Inverno, ficava o gelo que era depois comercializado nos meses de Verão. O transporte da neve era feito em carros de bois em que estes seguiam por caminhos mais ou menos sinuosos até Constância. Daqui, a viagem continuava em barcos até ao Terreiro do Paço, em Lisboa, e posteriormente vendidos para a Casa Real bem como para vários cafés, sendo o conhecido Café Martinho da Arcada um deles, em que por fim transformavam o gelo em gelados. Mas para uma leitura mais exaustiva, aconselho bastante seguir o seguinte endereço,
http://bit.ly/1QJEHeo.

Olhando agora para o… Progresso.
Os Parques Eólicos vieram em grande força para Portugal de há quinze anos por aí a esta parte. Apesar de pouco se falar, a Energia Eólica que é uma energia renovável é sujeita a várias interpretações quanto à sua mais valia.
Como vantagens temos a compatibilidade com outros usos e utilizações do terreno, emprego, investimento em zonas desfavorecidas, benefícios financeiros para proprietários dos terrenos. A energia eólica tem reduzido a elevada dependência energética do exterior, nomeadamente a dependência em combustíveis fósseis.
Olhando agora para as desvantagens. Temos desde logo o impacto visual considerável. A instalação dos parques eólicos gera uma grande alteração na paisagem, assim como também o efeito sonoro feito pelas pás dos aerogeradores. Outras duas grandes situações que irei mencionar é em primeiro, o impacto sobre as aves no local e os efeitos ainda pouco estudados sobre a modificação dos seus comportamentos habituais de migração. Depois em segundo lugar, é o factor intermitência na produção de energia dado que o vento nem sempre sopra quando a electricidade é necessária. Esta situação torna difícil a integração da sua produção num programa de exploração.

Voltando novamente para a imagem em questão. Existem os chamados estudos de impacto ambiental em que à partida se deveria confiar nos mesmos. Eles estão feitos e publicados e os parques, este em concreto avançou e está a ser construído.

Para Castanheira de Pera estes investimentos, dentro e fora do Concelho foram uma lufada de ar fresco e uma nova oportunidade na questão da empregabilidade. Não tenho números comigo, mas serão várias dezenas de pessoas que diariamente fazem manutenção destas torres eólicas. Mais, os efeitos indirectos que ainda advêm destes mesmos postos de trabalho. Os impactos sociais são imensos e resta-nos, de forma positiva, adaptar e interiorizar estes novos elementos que nos rodeiam, não esquecendo e vincando ainda mais a história e os nossos antepassados, harmonizando ao máximo a coexistência de ambos. Acredito também, que a natureza de forma natural seguirá este processo de adaptação com sucesso.

Não há “História Versus Progresso”, há sim em minha opinião “História E Progresso”.

 

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