“A Invasão dos Drones”

Começar por dizer que a minha experiência na utilização de Drones é meramente modesta, apesar de já ter feito algumas coisas. No entanto vou atrever-me a falar um pouco sobre este assunto que ultimamente tem assolado o país, ou antes, os aeroportos portugueses. Julgo que é importante informar mais sobre esta temática, de um ponto de vista mais simples.

Antes ainda de avançar, queria apenas fazer uma nota sobre a seguinte reportagem que aliás, foi o que me motivou a escrever sobre o assunto. A SIC hoje presenteou-nos então com um uma reportagem intitulada Como um avião evitou a colisão com um drone no Porto.
Durante as imagens vê-se um excerto de um vídeo que já tem algum tempo, mas que no fundo não passa de uma montagem e assim para quem vê fica em claro choque. É montagem, bem feita diga-se. Bastaria a quem fez a reportagem pesquisar, ler um pouco e chegar a essa conclusão, mas o interesse e o impacto diminuiria claro. Depois durante as reportagem é dito que o piloto fez diversas manobras. Ora bem quem já pilotou um Drone, sabe que a 40 ou 50 metros já mal o vê. E mais, um piloto de um Boeing 737 a cerca de 300km/h na aterragem vê então um Drone e ainda faz diversas manobras para se desviar do mesmo? Pouco provável obviamente como aliás o FlightRadar24 demonstra. Isto apenas para dizer que a Indústria dos Drones é neste momento uma das mais activas a nível global e incidentes deste tipo, claramente chamam a atenção.

No entanto que fique claro. A situação de um drone “aparecer” perto de um aeroporto a uma altitude próxima dos 500m é possível.

Voltando então ao assunto. Em primeiro lugar, o que são Drones? Drones, são todos e quaisquer veículos não tripulados, controlados remotamente ou pré-programados automaticamente. Quando falamos em Drones, normalmente referimo-nos VANT’s, ou seja Veículos Aéreos Não Tripulados.

Para que servem ?
Para além da Indústria Militar ou da pura diversão, os Drones podem ter diversas utilizações em outros sectores de actividade como o Ambiente, a Indústria, o Desporto, a Segurança, a Saúde, o Património e claro o próprio Audiovisual e tudo o que rodeia o sector. Por exemplo a EasyJet utiliza drones para inspeccionar aviões. A PSP já adquiriu drones especializados em captação de fotografia e vídeo também. O Perú usa drones para proteger o seu património arqueológico. Uma equipa de investigadores da Universidade de Tecnologia de Delft na Holanda, criou um protótipo que pode carregar um desfibrilador sendo assim mais uma resposta ao auxílio de uma vítima de paragem cardíaca. Um drone pode, deve e está a ser potenciado de diversas formas. É um mercado em efervescência.

Em termos de legislação, está tudo no site http://www.voanaboa.pt/.
Certamente tal como há pessoas que não cumprem o código da estrada ou outro código ou lei, haverá utilizadores de drones que pura e simplesmente não cumprem a legislação em vigor e para além disso arriscam a vida de outros. O software dos drones já têm imensas limitações para voo, como locais proibidos (aeroportos, áreas militares entre outros) ou velocidades máximas de vento que não permite o voo por exemplo, mas como em tudo é possível passar estas barreiras.
Tal como para conduzir é preciso ter uma carta, ou para pilotar aviões um brevet, julgo que este seria um dos caminhos a seguir. Uma Licença / Brevet / Carta para pilotar drones. É a minha opinião.

Termino, deixando um abraço e fazendo o apelo ao uso responsável e consciente destes “brinquedos”.

Deixo dois vídeos com exemplos do partido tecnológico que os drones nos podem dar.

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